Mãos para o labor,Olhos vidrados nas ordens e hierarquias,Coerção excessiva para obrigaremOs compradores de marmita a trabalharemOito horas por dia para apenas comerem e pagarem dívidas.É a tal liberdade de
Mais um dia amanhecendo. Maria olha seus dois pequenos filhos ainda dormindo, enrolados em vários panos. Muito frio. Ela abre o zíper da velha e pequena barraca de camping, põe
Das sete as cincoOs nervos secamNas repartições públicas.Há mesquinhariaNos condomínios, Idiotas em telas de smartphones,Ordeiros cidadãos de bem.Na cidade A fome de utopias,A ausência do caráter.A faltaDe justiça social,A massa afundada Em desempregoA
Invisíveis aos olhares preconceituososdos cegos pela conveniência do egoísmo,vislumbram-se espectros sinuososno úmido e infecto passadiço.Corpos esquálidos, abraçados pela escuridão.Acalentados pela chuva, fria, que cai; torturante.Entorpecidos pelo sono da cola; escravizante,dormem..rostos no