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É URGENTE OUVIR O CÉU

É URGENTE OUVIR O CÉU

Ouvi a voz na fonte

E sonhei que mergulhava

Nos rios voadores

Que vem da Amazônia,

É urgente ouvir o céu.

 

Sou Flor que resisti nos sertões

Na imensidão dos vales,

Assim sou eu.

Eu vim de dentro do ventre da terra

Não me acerto, nem me engano

E na lua cheia abraço o mar.

 

As grandes pradarias polares

Anuncia o revolto desequilíbrio.

Predadores de lama

Exploradores sem origem

Filhos ingratos.

 

Mas,

Recifes de esperança

Resistem,

No escuro mar gelado.

Raízes que se comunicam

Comunidade que se cuida.

Dos grandes espirais de fogo,

Emergem brotos na superfície cinza

 

E tudo é vida novamente

Cor. Som. Biodiversidade.

Que absorve gás carbono

Enche nossos pulmões.

E manda chuva pros sofridos sertões.

 

O bicho de concreto é insistente,

Oh gente!

Que espécie esquisita,

Que mata e arrisca

Sua própria espécie a extinção.

 

Desmonte. Desmatam. Desfaz.

Outrora preservação, não mais.

 

Me leve daqui minha mãe, me leve.

Os ouvidos não ouvem os céus,

Os pés não pisam mais no chão.

Suas raízes foram arrancadas

Caminhos d’água são desertos em minha face.

 

Meus olhos já não chovem mais,

Secou!

Secou!

Secou!

Narrativas

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Felipe Cortez Aragão Grimaldy
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