“Se nossos filhos fossem ricos e não negros, pobres e favelados, os culpados já teriam aparecido e nós teríamos sido tratadas de outra maneira” (Vera Lúcia Flores Leite, mãe de Cristiane
O dito Estado de Direito é na verdade um escudo de defesa dos ricos, instrumento que alarga as injustiças que castigam os pobres. Nada de discurso liberal, pequeno burguês, sobre a
“Hoje a comunidade mudou, mudou muitas coisas, mas ficou a
marca, a marca daquela noite sangrenta, que para nós, família, não passou”
(Maria dos Anjos Pereira)[1].
Vigário
Geral, zona norte da cidade do
“Ninguém
será submetido à tortura, nem a tratamento ou castigo cruel, desumano ou
degradante”.
Trata-se
do artigo 5º da Declaração Universal dos
Direitos Humanos, que tem uma consonância com o 26 de junho (Dia
Internacional
“-
Essa
cova em que estás,
com
palmos medida,
é
a cota menor
que
tiraste em vida.
-
É de bom tamanho,
nem
largo nem fundo,
é
a parte que te cabe
deste
latifúndio.
-
Não é cova grande,
é cova medida,
é
a terra
“Tive
a sensação de estar em um lugar onde os direitos humanos não existem” (Salil
Shetty, à época Secretário-Geral da Anistia Internacional, ao visitar uma
comunidade guarani-kaiowá[1]; afirmação, aliás, que
pode se aplicar ao