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Terra, a carta

Terra, a carta

Não terra, não chores por alguém que não merece

Que a destrói, desmata, polui e à todos entristece

Terra querida, areia amada, planeta da paixão

Muitos por ti lutarão num único compasso do coração

 

Terra amada, quão justo e pleno seria o nosso mundo

Se as desigualdades fossem enterradas bem a fundo

Se à todos fossem dadas as mesmas chances

Se muitos não tivessem a cultura fora do alcance

 

Quiçá te entendesse quando as feridas a destroem

Quando as queimadas se intensificam e nada constroem

Quando a poluição devasta a vida na sua diversidade

Quando a serra corra as árvores de intensa idade

 

Como seria íntegro todo esse imenso mundo

Se a morte fosse apenas um passagem de fundo

 Se as doenças parassem de retirar vidas amadas

Se todas as diversidades fosse tratadas com dignidade

 

Minha terra amada, a hora da verdade enfim chegará

Muitos que a atacavam passarão de pronto a te amar

E nas matas, onde muitas vidas foram exterminadas

Viverá a certeza na lembrança das pessoas arruinadas

Narrativas

INfluxo
Ricardo Alves de Souto
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O Autor tem uma extensa carga cultural. Poeta por essência, escritor, advogado renomado e político são algumas das carreiras desse talentoso escritor que hoje conta com 52 livros publicados.

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