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SÚPLICA DE UM ANJO TORTO

SÚPLICA DE UM ANJO TORTO

Desabrocha a flor de Madalena

De um broto torto nasce um menino

Pés descalços correndo pelas ruas Grita a mãe “vem pra dentro Joãozinho”

Nas ruas de pedra eterniza a infância Joelho ralado, brincadeiras de criança

Toda inocência é corrompida Antes mesmo da esperança Segue forte o batidão

Dançam todos alienados Produtos da massa Caráter industrializado

Emaranhados fios douradas São conduzidos por mãos Sujas e puras

Determinam o futuro Das almas que habitam o mundo Joãozinho pequeno menino não é mais uma criança

Tão pouco visto como membro da sociedade Julgado sem emprego, Segue as margens dos perigos da cidade

Tem agora apenas 14 anos Já roubou? já matou?

Mas quem surrupiou o Futuro deste pobre menino?

A decadência se torna mórbida

As ruas não são mais eternizadas por brincadeiras Pah! Pah! Pah!

Escorre pelas ruas de pedra a vida colorida em vermelho sangue

Uma mulher grita de dor

A mesma dor com que deu a luz

Porém agora só há escuridão

Corpos retorcidos circulam registrando com seus aparelhos

Não podem perder um segundo

Ninguém se importa, estão surdos demais para enxergar

Quantos Pedros? Marias? Joãos? Pintarão as ruas de dor?

Eu me pergunto: Quantos anjos tortos perderam suas vidas para o Funk vermelho?

 

Narrativas

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Felipe Cortez Aragão Grimaldy
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