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PRIMAVERA

PRIMAVERA

Não era o momento de sorrir...

Com aquele céu de face triste...

Aquelas pétalas de rosas caídas nas ruas insípidas...

Demonstravam como muitas pessoas não tinham consciência do que estavam fazendo com seu egocentrismo...

Não era mais o momento de os temer...

Já tinham passado do ponto...

Conseguiram levar a ruínas aquilo que é de todos!

Apenas pedia para que alguém de alma limpa estendesse a mão...

Deveriam haver muitos ainda na contramão!

Que buscavam a paz de espírito ao invés de superfaturação!

Não era o momento para ficar ali parado...

Porque enquanto boa parte das pessoas estavam antenadas num modo robótico de ser...

Ainda havia vida pulsante em veias de homens que buscavam consertar toda a destruição do planeta deixado para morrer à mingua em prol de um hiperconsumo alucinante!

Sentia a textura daquelas flores que cobriam a cidade errante...

Mais um pouco e se tornariam secas!

Não passariam apenas de fragmentos cada vez mais despedaçados...

E os sentimentos dilacerados ao lembrar do quão lindas outrora já foram...

Mas não podia deixar que elas se fossem!

Então ali estava ele...

Sempre pedindo para que muitos se dessem as mãos...

Para que na próxima estação...

Ainda houvesse o encanto da primavera para aliviar o coração.

Milca Tirza Peracelli

Narrativas

INfluxo
Milca Tirza Peracelli
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Natural da cidade Avaré interior de São Paulo, embora desde criança tivesse paixão pela arte da escrita foi em sua adolescência que começou a escrever tendo como pano de fundo a reflexão filosófica.

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