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Nova Esperança

Nova Esperança

 

Mas que sol quente, minha gente,

Tanta rachadura, nessa terra dura.

Um vento que nos bate,

Sobre a chuva, só saudade,

Deitado na rede, mesmo com sede.

 

Vejo os pássaros passarem,

Em busca de um bom lugar.

As plantas secas, e sem água para molhar,

Por falta de chuva, fico sem trabalhar,

Peço a Deus, vida longa.

 

Para nessa sombra, poder falar,

Da minha terra, da minha vida.

No meu olho, só brilha,

A esperança, da chuva voltar,

Para que eu possa trabalhar.

 

Para minha família eu sustentar,

Que vida, que sofrimento.

Mas digo, sou feliz neste momento,

Agradeço a Deus por tudo, e pelo meu jumento,

No alto a esperança voa.

 

Deve vim de avião ou de canoa,

Não importa eu espero, é a esperança que eu quero.

Nem que eu torre, mas a esperança é a última que morre.   

(Eduardo Jesus - 2014)

Narrativas

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Eduardo Pedro  de Jesus
Eduardo Pedro de Jesus Seguir

Eduardo Jesus é brasileiro, baiano, sitioquintense, nasceu em 19/1/1999. Atualmente reside em Bauru SP. Lançou o e-book: "A seca do sertão em versos" em 2020. Poeta desde 2014 e estudante de Psicologia desde 2018. (A vida é uma poesia e eu sou poeta)

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