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Mais Um Dia na Terra da Pandemia

Mais Um Dia na Terra da Pandemia

Enquanto ouço a raivosa canção do suicida Cobain

E diante da ascensão quilométrica da ignorância,

Vejo que amanhã não será um dia melhor.

Há um sentimento fúnebre pelo ar

Diante da obsessão monocromática de mentiras que

Assolam os gados humanos perfilados em praças públicas.

Os pulmões esquartejados pela terrível doença

E os cemitérios no ardor letal do sofrimento

São cores rubras que não pintam consciência

Sobre cabeças atoladas na banalização da morte.

 

E quando tudo isso findar, sabe se lá quando,

O arrependimento, machado duro que dilacera os neurônios,

Arrastará dor e tristes lembranças de tudo que passou?

O juiz será prisioneiro das medidas que autorizou

As pessoas morrerem circulando em shoppings e bares?

O prefeito se arrependerá do afrouxamento do lockdown?

Os apoiadores do estatal genocida se sentirão mãos

Colaboradoras de todo morticínio vivido pelas ruas?

Narrativas

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poesia

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Dennis De Oliveira Santos
Dennis De Oliveira Santos Seguir

Sociólogo, professor e escritor. Um amante do mundo das letras que se expressa através de poesias e crônicas.

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