[ editar artigo]

CONTEMPLAÇÃO

CONTEMPLAÇÃO

Ela dormia, sonhava,

Enquanto eu respirava

O doce respiro seu.

Sonolento eu pensava

Que tudo o que me faltava

Tivera me dado Deus!

 

Lentamente eu deslizava

A palma na cor dourada

Dos fios sedosos seus.

Aos poucos ela acordava

E enquanto despertava

Sorria - assim como eu.

 

Eu dizia que a amava,

Sua bochecha roseava,

Brilhavam os olhos seus.

Eu tanto admirava

A vista que contemplava

Um palmo dos olhos meus.

 

O sono que ainda restava

Sumia enquanto falava

Do medo que tinha eu;

Do quanto eu temia a estada

Distante de minha amada

Do amor que é todinho meu.

 

Ela, gentil, me acalmava

Pois sabia o que preocupava

Alguém juvenil como eu.

Prometia e eu não duvidava

Que o amor que ela guardava

Seria pra sempre meu!

 

Eu, poeta, contemplava

E transformava em palavra

Mais um devaneio meu!

Ela, Poeta, sonhava

E o Poema materializava

Junto aos braços de Morfeu.

Narrativas

INfluxo
Diego Felipe Muniz Garcia
Diego Felipe Muniz Garcia Seguir

Sou Diego Muniz, poeta natural do Rio de Janeiro, nascido em uma favela e por isso mesmo alguém embebido de tamanha indignação. Utilizo-me da Literatura para expressar a minha incomodação, meus devaneios e meus sonhos.

Ler conteúdo completo
Indicados para você