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Cheiro invisível das coisas

Cheiro invisível das coisas

Por causa da chuva de nossos fluidos
Pelas lembranças dos corpos em êxtases
Dormi profundamente em redoma
Adornada pela saudade

Os vícios se espalham pelo corpo
E as mulheres clamam por algum deus
Por uma cura ancestral perdida
Nos campos de Elísios, nos campos do esquecimento

A desventurada escuridão espessa
Inunda o sexo e o prazer
E a nossa moradia construída no suor
Para além do tempo e espaço

É refúgio, loucura, solidão

O meu corpo implora em sonhos
O cheiro invisível das coisas

Mas me contento com as migalhas do ar
De amor.

Narrativas

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poesia

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Henrique Souza
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