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A Aposta

A Aposta

Não se pode deixar que o caótico mundo destrua
A sede de imprimir sentido nos passos dados.
Por mais que seus vermes oprimem os desejos,
Furtem as vontades, assaltem os nobres afazeres,
Sempre, sempre lembre, toda a dor conhecida
Nos salões cinzentos são vencidos por uma única
Sensação: o amor. Sim, esta loteria de sentenças sentimentais! 

Não precisa de misticismo, altares para dúbias divindades,
Pois o amor é o deus que a todos basta, completa. 
É concreto fundamento nos longos percursos do dia.
A minha dessacralizada religião é amar sem medida, 
É o que permanece no vácuo do enredo nascer/crescer/trabalhar/procriar/envelhecer/morrer.

Mesmo em desajuste com o mundo ao redor, 
Na visão turva sobre os outros (nossos infernos),
Vagando sem rumo de motivações, vazio, 
Decaído, abandonado, maltratado, semimorto,
Aposte nesse jogo (que às vezes oferece azar) no tabuleiro que é viver.
Pois somente o amor é útil resposta que aquece o frio e mudo problema da existência
 

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Dennis De Oliveira Santos
Dennis De Oliveira Santos Seguir

Sociólogo, professor e escritor. Um amante do mundo das letras que se expressa através de poesias e crônicas.

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