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SEIS DE AGOSTO

SEIS DE AGOSTO

 

SEIS DE AGOSTO
(I)
As belas tardes vivem em pintura de luzes
Cascatas de gloriosas luminárias incandescentes
Aspectos celestes em têmporas terrestres o momento
O imago da esperança que se refaz em cada alento
(II)
Quando as flores cantam as cores nesse rude pleroma
Nos poemas que emanam em sons diluídos de aromas
Desde o ártico cru que ressoa o orvalho congelado
Das boreais auroras que tingem os sertões do fim do mundo
(III)
Como um espectro de raios do dia seis de agosto
No passado em antros poéticos de uma cena de puro horror
Quando meu Deus! O fogo estava tão voraz e faminto
Consumia com ímpeto tão nostálgico: a carne humana
(IV)
Mas a loucura do homem nos acode os sustos
Nos temporais que devoram as nossas sacras expectativas
Ressoavam dons de harpas nas campinas do silêncio
Quando nosso espanto fugia para as colinas do Paraíso
(V)
Então e só então caíram nossos sonhos sem máscaras
Como um intrépido que fantasiava o faz de conta
E quanto mais o tempo avançava ofegante na história
Mais abundante, oh homem, teus pecados á memória

 


(Clavio J. Jacinto) 

 

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