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Ressignificar as Feridas Em Tempos de Pandemia

Ressignificar as Feridas Em Tempos de Pandemia
Dennis De Oliveira Santos
abr. 28 - 1 min de leitura
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A morte espreita todos os caminhos.
É a derradeira estrofe que não tem sido esquecida,
Aquilo que se sobrepõe a todos os sonhos e pessoas.
Diante das sombras arrepiantes dos pulmões sem cura,
No digladiar desesperado contra a letal foice biológica,
Como agir para amenizar o pesado fardo? 

Replantar a vida nos sentimentos e pessoas que apetecem.
Reviver tudo em fotografias, disponibilizar o talento e atenção aos outros,
Mesmo escorrendo pelas veias o vazio de certezas.
Viver a tragédia do hoje com foco no futuro, planejar o amanhã,
Pensar como ajudar o próximo, dar significado as atitudes.
Refazer os choros das perdas, suportar a cidade das lágrimas. 

Ressignificar as feridas abertas, 
Reagir o corpo que foi possesso de febre.
Entre artérias e vontades calejadas,
Inventar um necessário movimento para tudo inverter...
Renascer dos toscos pedaços, sacudir os músculos flácidos,
Mesmo que a vida de muitos esteja num ardor incurável. 
A tragédia da pandemia muita coisa dizimou, 
Mas resta a tudo (dor, perda, luto, injustiça)
Atribuir robusto sentido pelo fato de permanecermos vivos.


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