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Quer saber mesmo

Quer saber mesmo

Quer saber, mesmo? - 19 - 05 - 2020

Não é o mesmo.
Não é a mesma saia.
Não é a mesma barba.
Não é o mesmo batom.
Alguém esteve a procura de uma loja?
Não me venha com preços.
Nem com plástico bolha em tudo.
É este "mesmo" faz de nós, que nos faz de conta.
- A sacola aí é de papel?
Corra pelo vão, sente-se no banquinho, tome um café. É de graça.
graça do que mesmo?
Será que estamos nos confundindo ou não gostamos de confusão?
Estou dividindo a vida para que algo aconteça. Entende?
Nunca dar ouvidos para confusão é o que nossas avós nos aconselham fazer até hoje.
E?
Confusão.
Confusão.
Confusão.
Por que nós ouvimos e vocês não?
Por aqui ouvimos todos os dias.
As perguntas nunca são as mesmas.
Os gritos nunca são os mesmos.
As atitudes nunca são as mesmas.
Então precisamos ver tudo diferente.
Nossas avós nunca disseram que não poderíamos falar.
Então falamos de tudo em todo lugar.
E comemos a mesma comida.
E bebemos da mesma água.
Fumamos do mesmo fumo.
E esse mesmo não nos torna indiferentes.
Existe uma diferença enorme sim.
Amor, ódio e tédio nunca foram os mesmos.
Nem para os mesmos motivos nem para ninguém.
Sal e pimenta.
Água de cheiro.
Água benta.
Coentro.
Não são os mesmos nem para os mesmos.
Os fins é que justificam os meios.
Vazão para que aconteça.
Para que viva.
Para que floresça.
consuma no tempo.
No tempo que não é meu
Interessa a quem quiser saber.
Quer saber, mesmo?

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