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Olhar de Coruja

Olhar de Coruja

Não sei e não peço
para que me entenda.
Este sentir estranho que me faz estar sozinho.
É um estado emocional
que vem do peito.
É uma liturgia da solidão.
Digo pra mim mesmo que é amor 
mas o amor anda em silêncio.
Não quer conversa assim como eu 
e ficamos a nos olhar 
com olhos de coruja mas sem fome 
nestas mudancas.
É perturbador este concerto 
de uma nota só e o violão 
com sons de trovão me dizem 
que estou com raiva.
De mim.
De nós.
Do mundo.
Quero sair e deixar pra trás os rios que criei 
e andar seguro em uma terra que não seja seca                                                                  mas que tenha o colorido de seus olhos,
a beleza do teu sorriso,
a bondade que há dentro de teu peito.
E nosso olhar de coruja
seja faminto por viver o amor.

Paulo Marcos

 

INfluxo
Paulo Marcos
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Um anormal em uma sociedade insana.

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