[ editar artigo]

Olha pra trás.

Olha pra trás.

 

Olha de frente, pra frente do espelho,

olha de frente pra o que carrega nas veias e abre teu peito,
põe tua história e a nossa História.
Olha de frente pra quem te pariu e se assume,
filho do colonialismo, filho do Brasil!
latino americano, fruto de estupros e explorações,
e ainda assim, bajula quem enriqueceu com seus antepassados e privou as outras gerações.
Olha pra frente,
mas pisa no chão,
e enxerga essas flores e sementes, nascidas das filhas dos solos quentes, abortadas da mãe África e despidas num navio até se tornarem a carne mais barata do Brasil.
Pensa também na outra metade da sua ancestralidade, 
levadas de suas aldeias, envenenadas catequizadas, escravizadas. 
Para de Balbuciar que seu avô, bisavô, tataravô, ou sabe lá quem, veio como imigrante para aqui fazer prosperar o bem.
Para de se esconder no seu fenótipozinho branco. 
Se sente exceção, põe o dedo nos nossos rostos e se acha no direito de nos dá todos os dias um "mata leão".
Para de achar que você é essa droga de exceção!
Sua cor engana, 
mas, sua origem... não!
Latino americano, 
filho da colonização, 
do estupro e da exploração.
( Marluce Persil)

TAGS

reflexao

INfluxo
Marluce Persil
Marluce Persil Seguir

Poeta, Historiadora, iniciou sua Jornada artística aos 14 anos de idade, aos 16 já trabalhava nos Palcos Baianos. Sua vida sempre esteve atrelada aos movimentos sociais e a dedicação ao lecionar, pois, sua maior luta é por uma sociedade igualitária .

Ler conteúdo completo
Indicados para você