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Estocolmo

Estocolmo

 

Olha de frente, pra frente do espelho,

olha de frente pra o que carrega nas veias e abre teu peito,
põe tua história e a nossa História.
Olha de frente pra quem te pariu e se assume,
filho do colonialismo, filho do Brasil!
latino americano, fruto de estupros e explorações,
e ainda assim, bajula quem enriqueceu com seus antepassados e privou as outras gerações.
Olha pra frente,
mas pisa no chão,
e enxerga essas flores e sementes, nascidas das filhas dos solos quentes, abortadas da mãe África e despidas num navio até se tornarem a carne mais barata do Brasil.
Pensa também na outra metade da sua ancestralidade, 
levadas de suas aldeias, envenenadas catequizadas, escravizadas. 
Para de Balbuciar que seu avô, bisavô, tataravô, ou sabe lá quem, veio como imigrante para aqui fazer prosperar o bem.
Para de se esconder no seu fenótipozinho branco. 
Se sente exceção, põe o dedo nos nossos rostos e se acha no direito de nos dá todos os dias um "mata leão".
Para de achar que você é essa droga de exceção!
Sua cor engana, 
mas, sua origem... não!
Latino americano, 
filho da colonização, 
do estupro e da exploração.
( Marluce Persil)

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Marluce Persil
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Poeta,Historiadora,graduanda em Psicologia,ocupante da cadeira 240 na Academia Internacional Mulheres das Letras.Feminista atuante nas causas sociais.Aos 16 anos estreiava nos palcos baianos; participou de inúmeras coletânias nacionais e internacion

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