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O POETA QUE SOU

O POETA QUE SOU

Sou poeta displicente

meu verso é triste

e minha rima é pobre

mas o que em mim floresce... é permanente

o que rabisco é profundo e inconsequente

e por assim se debulharem

os grãos de minha colheita

não haveria arado nem tratado

que em mim frutificasse.

 

Minha poesia é resto

como a espuma do mar

que é o que fica

após o rugido e quebrar das ondas.

 

Em mim há tristeza e alegria

para a alegria, o vinho e o riso

para a tristeza, só me resta a poesia.

 

(Foto de Foto de andreas160578--2383079)

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poesia

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Jorge Pontes
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Escritor freelancer, caçador de seleções literárias das quais colho vitórias e de outras apenas "não foi dessa vez. Professor de língua portuguesa, inglês e artes na cidade de Maracanaú-CE. Morador da terra do sol, Fortaleza bela.

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