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Metamorfose Íntima (Poema)

Metamorfose Íntima (Poema)

 

 

 

Não Ficarei conformado em rastejar

No solo prostrado ao pó entre beijos

Como lagarta presa aos fundamentos da lama

Não me deterei no chão do mundo sujo

Nesse repouso de obscuridades e agonias

Lugar de esconderijo de todo o desespero humano

Não rastejarei no chão cru das vaidades

No alimento desempregado da áspide cruel

Nos ferrolhos que prendem as cores do arco

Quero voar

Subir entre as copas e estrelas

Ter uma intimidade sobre o azul celestial

E quando estiver cansado de voar

Naufragar no descanso do néctar das rosas

Não quero mais ser larva

Quero ter um coração que sonha mais alto

Uma alma com asas de borboleta.

 

 

 

 

Clavio J. Jacinto

 

 

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