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Me deixem só falar das rosas. ⁠

Me deixem só falar das rosas.

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Eu queria somente falar sobre as rosas, 

mas os espinhos estão aparentes e é inevitável não lembrarmos que precisamos apara-los para não machucar ninguém, 

porque nem tudo se resumes as flores, mas:
a terra, raiz, caule e espinhos também.
Eu não queria ter que falar de Conceitos, preconceitos,
que medem e moldam a gente, 
mas, é que, infelizmente a hipocrisia também mata diariamente.
Bagunço meu tédio constantemente,
pra ter certeza que não me tornei uma maquete que repete incansavelmente.
Eu queria falar somente das rosas, 
mas, se eu me calar, 
vou concordar, 
ainda que, nem sempre quem cala consente, 
se eu me calar, 
vou observar estaticamente,
o germinar de quem com espinhos numa mãos mata e com a outra,
finge que afaga a gente.
( Marluce Persil)

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Marluce Persil
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Poeta, Historiadora, iniciou sua Jornada artística aos 14 anos de idade, aos 16 já trabalhava nos Palcos Baianos. Sua vida sempre esteve atrelada aos movimentos sociais e a dedicação ao lecionar, pois, sua maior luta é por uma sociedade igualitária .

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