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CONTEMPLAÇÃO

CONTEMPLAÇÃO
Diego Felipe Muniz Garcia
abr. 26 - 1 min de leitura
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Ela dormia, sonhava,

Enquanto eu respirava

O doce respiro seu.

Sonolento eu pensava

Que tudo o que me faltava

Tivera me dado Deus!

 

Lentamente eu deslizava

A palma na cor dourada

Dos fios sedosos seus.

Aos poucos ela acordava

E enquanto despertava

Sorria - assim como eu.

 

Eu dizia que a amava,

Sua bochecha roseava,

Brilhavam os olhos seus.

Eu tanto admirava

A vista que contemplava

Um palmo dos olhos meus.

 

O sono que ainda restava

Sumia enquanto falava

Do medo que tinha eu;

Do quanto eu temia a estada

Distante de minha amada

Do amor que é todinho meu.

 

Ela, gentil, me acalmava

Pois sabia o que preocupava

Alguém juvenil como eu.

Prometia e eu não duvidava

Que o amor que ela guardava

Seria pra sempre meu!

 

Eu, poeta, contemplava

E transformava em palavra

Mais um devaneio meu!

Ela, Poeta, sonhava

E o Poema materializava

Junto aos braços de Morfeu.


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