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Como A Literatura Mudou Minha Vida

Como A Literatura Mudou Minha Vida
Marina Stolfi
out. 10 - 3 min de leitura
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Muitos assustam quando digo que aos 18 anos tenho 5 livros prontos, sendo 3 deles publicados e mais alguns minicontos aqui e ali. Eu mesma assustei quando percebi o que tinha em mãos! Porém, os números não são tão importantes como a trajetória. Literatura: esta é, e sempre foi, minha maior verdade. Foi o que me fez quem eu sou. Digamos que a mudança veio em duas vertentes: na literatura como leitura, e nela como escrita.

     Vou tomar a liberdade de iniciar este monólogo do início, e avançar para minha versão atual, já metamorfizada por eventos, e um dos mais significativos sendo a relação com os livros. O que uma criança tem de conquistas, afinal? Se tivermos amigos, espaço para brincar e pais que nos ame, já estamos inteiramente felizes. Entretanto, quando nem tudo era flores, procurava me esconder. Me escondi atrás de mentiras fantasiosas sobre minha própria vida, por trás de “cartoons” engraçados e toda a atividade lúdica que podia. Desde sempre, me mostrava uma criança criativa, isso é fato. Porém, eu também não era fácil: não me entendia bem com as outras crianças, assistir à televisão era motivo de competição com o meu irmão, e com o tempo, acabei me fechando em um mundo próprio como consolo. Logo vieram as bibliotecas escolares, que se tornaram grandes amigas minhas. Fábulas, contos e fantasias me preenchiam como nada mais nesse mundo podia, eu realmente sumia entre as páginas, não via o tempo passar, viajava...

      Os livros provocaram muitas outras paixões em mim, dentre elas a ilustração e o estudo em si, ao ponto que ansiava conhecer mais sobre diversos assuntos que eram retratados nas histórias, mas a maior e mais óbvia delas, com certeza foi a escrita.

       Meu mundo mudou por completo, quando percebi que poderia construir novos mundos, novas realidades e que, assim como eu me beneficiava de escritas alheias, os meus leitores se sentiriam acolhidos pelas minhas palavras. Quem sabe, quantas garotinhas e garotinhos eu posso inspirar? Quantas pessoas, de todas as idades, podem se sentir aliviados pelo que eu poetizo e proseio? Quantos já se identificam?

      Ser escritor, para mim, é um dos poderes mais amigáveis que pode exercer sobre alguém. É uma influência positiva. Eu quero fazer essa diferença em outras vidas, como fizeram na minha. Tudo isso enquanto me livro do meu próprio caos.


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