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Cheiro invisível das coisas

Cheiro invisível das coisas
Henrique Souza
mai. 17 - 1 min de leitura
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Por causa da chuva de nossos fluidos
Pelas lembranças dos corpos em êxtases
Dormi profundamente em redoma
Adornada pela saudade

Os vícios se espalham pelo corpo
E as mulheres clamam por algum deus
Por uma cura ancestral perdida
Nos campos de Elísios, nos campos do esquecimento

A desventurada escuridão espessa
Inunda o sexo e o prazer
E a nossa moradia construída no suor
Para além do tempo e espaço

É refúgio, loucura, solidão

O meu corpo implora em sonhos
O cheiro invisível das coisas

Mas me contento com as migalhas do ar
De amor.


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