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A HÓSPEDE

A HÓSPEDE

Sabe aquela dor? 

Que dói sem precisar sangrar.

Aquela que te machuca 

Sem marcas físicas deixar?

É essa a que me devora,

Me consome por inteiro.

Tira a felicidade,

Coloca o desespero.

Me deixa calado em um canto

A todo tempo no pranto.

Sentindo as dores futuras

Vivendo em choros presentes,

Derramando lágrimas duras

De soluços indiferentes.

A dor que me permeia

Me derruba pelos cantos,

Me leva lá para baixo.

Depois some e eu fico

No fundo sem querer subir,

Pois é mais fácil a vida afundar

Do que a vida fluir. 

E entre fácil e difícil

Eu escolhi facilitar,

Deixei a dor que me visitava

Ficar e me maltratar.

Agora é minha hóspede,

O meu corpo é seu novo lar,

Enquanto eu estiver triste

É onde ela habitará. 

 

 

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