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A HORA FATÍDICA

Naquela madrugada, Saul, ansioso, com o coração a mil, correu para atender ao telefone. Tropeçou na boneca de Ana que estava próxima a escrivaninha. Pegou o telefone, e, de forma atabalhoada, não hesitou:

- Alô!

Do outro lado, a garota do hospital, com na voz trêmula e entrecortada, indagou:

- Sr. Saul. É o Sr. Saul?

- Sim, sim. Confirmou apressadamente!

- Senhor, precisamos com urgência de sua presença aqui no hospital Reltih Etrom.

Saul, nervoso, o coração explodindo e o suor na mão escorrendo sobre o trompete, pediu:

- Por favor, diga logo!

- ... é Senhor, isso mesmo. Infelizmente o senhor Julio M., a senhora Fátima M. , seus pais e a sua sobrinha Ana M. devem ser procurados no necrotério do hospital.

Respirou fundo Saul, enquanto o instrumento caia aos seus pés.

Tem mais, senhor! Ao chegar procure diretamente os chefes do cartório e dos containers para os procedimentos de rotina e a retirada dos corpos. Sim, para que eu não esqueça. Ana, sua sobrinha, antes da sedação insistentemente pediu que trouxesse Luzinha, sua boneca. Não queria seguir sem ela, mesmo depois da morte.

 

 

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