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O brio de Jacób

O brio de Jacób

                                Prólogo

 - Este é o nosso novo lar agora, a pedra já foi instalada, a divisão foi feita e enquanto essas pessoas estiverem do outro lado, nossa tribo vivera.

  Temos oque precisamos para manter nossos corpos fortes e saudáveis, então, hoje, teremos um banquete, vamos celebrar e agradecer aos deuses por nossa nova morada, por favor, façam-se presente.

Fez-se ouvir numa voz rouca, e absurdamente grossa, o líder da tribo Mitra, uma tribo de indígenas nómadas.

 O homem é tratado por Magno, nome que exalta seu potencial como líder, ainda que áspero, é respeitado, temido por sua grandeza física e seus dois metros de altura, Magno fez seu primeiro discurso depois que se instalaram em Maná, perto de uma aldeia conhecida como choia.

  Então o dia se fez vencer pela noite, o sol se foi, veio a lua, e com ela a escuridão que fez transparecer as estrelas do céu, todas elas atentas a noite que começou em maná, com os Mitras dando um banquete, várias tochas acesas iluminavam a aldeia, a tribo estava em festa.

 Havia vinho por todo lado, esbanjava-se pelas mesas borradas de comida, sem qualquer pudor, lá fora os cães faziam sua festa.

 Naquela noite a tribo Mitra começou uma nova jornada, uma jornada que descrevia o fim da jornada de uma outra tribo.

 O dia amanheceu como sempre na vila choia, o quebrar de galhos das árvores sem vida, substitui o cantar dos galos as madrugadas, o chão rendido as quedas matinais, de arbustos abatidos pelo soprar forte dos ventos, via-se tremer por inteiro, as cabanas se agitavam de temor, mas ninguém se importava, como se ninguém ali morasse. 

 Os dias se sucediam, noites após noites, as semanas eram as mesmas, de domingo a sábado, nada mudava na vila choia, pelo contrario as coisas ficavam cada vez mas piores.

  O jovem Jacób, um rapaz de 17 anos de idade. Jacób exibia um corpo atlético, a postura erecta com ombros pra cima, denunciava o apreço que tinha pela  pratica constante de exercícios físicos.

  Tinha o rosto estreito de queixo alinhado, os olhos castanhos estavam a 1,76 metros do chão. E de lá que Jacób via as coisas.

  Um nativo, filho da aldeia de Choia, como era constantemente chamado por seus amigos, acordou na manhã de quinta-feira, lavou os dentes, cumprimentou os pais e ia saindo de casa. 

 Enquanto Jacób saia, o atroar do vento feria seus ouvidos, então caminhava de passos lentos cujos trilhos eram engolidos pela areia, seus olhos eram confrontados pela terrível realidade da vila choia, nas ruas vazias viam-se apenas os corpos, das plantas que morreram de cede quando a vila se transformava num deserto.

  Enquanto caminhava, Jacób deparou-se com o senhor Zito, de barbas enormes, quase não dava para ver seu pescoço, o cabelo destratado, parecia um mendigo. Vinha num andar totalmente desleixado de um homem sem esperança.

 - Olá tio Zito!

 - Jacób.

Pronuncio o nome do rapaz enquanto ia em direcção ao nada, a calça por baixo da cintura trouxe a tona a ausência do sinto quando exibia parte da roupa interior.

 Jacób continuou sua  caminhada frente a árvore do pensar, um sitio onde costuma ficar com os amigos para descansar e reflectir. A distância fazia o caos da vila se acalmar parecia ser um outro lugar.

 

  Jacób se sentou a sobra da árvore, enquanto se ajeitava uma manda de gados passava sobre ele, os gados pastavam-se a si, sem ter muito oque comer, alentavam-se de papelão, e tudo oque viam pela frente.

 Tinham a pele seca e enrugada, dava pra ver os ossos dos animais.

 - tioooliooo.

  Fez-se soar o som da fome que devastava o estômago de Jacób, enquanto observava os gados.

 Tinha sido mais um dos muitos dias que Jacób não tivera matabichado, sua mãe ficou sem emprego, com 6 anos de idade, Jonas seu irmão era apenas um garoto,  a casa dependia de sí para se alimentar as vezes.

  Seu carácter bastante critico, fazia-o questionar-se sobre sua aldeia, a vida, o facto da  vida ter deixado seu pai ser levado pela morte tão sedo, fez de Jacób um jovem de muito brio, um termo totalmente desconhecido para si.

 As horas faziam-se passar, uma após outra davam-se lugar na ordem em que foram estabelecidas.

 - Tioooliooo.

 Alarmou outra vez seu estômago.

 - Droga.  Disse. Deixa-me aproveitar a sombra.

  Então notou que perto de si passava um homem idoso,  sua expressão corporal apontava para um tremendo cansaço, vinha de pasto atrás da sua carruagem, carregada de sucatas, o alarde dos metais que se debatiam nos receptáculos de tecido, era bastante molesto.

 Um jumento preso no jugo contra a sua própria vontade, fazia o trabalho pesado, guiava a carruagem, para onde o homem indicasse, trilhava-se o caminho, o animal não abria a boca para protestar foi totalmente dominada, a vila inteira o chamava de burro.

 Enquanto o burro puxava sua carruagem, deparou-se com o batalhão, a manada de gados, o temor tomou conta do bicho, que se viu tentar desviar da manada quando fazia caiar grande parte da sua mercadoria.

  - Droga, seu animal!

 O velho ficou irado com o animal, dava pra ver o ponto de exclamação no seu rosto quando parado diante da sua mercadoria, pensava em como coloca-la de volta a carruagem.

 - Que droga! Oque poderia ser pior para um velho 75 anos?  

 Enquanto se questionava sobre o ocorrido, um bando de pássaros passou sobre si, cantavam de felicidade num voo de liberdade, cedidos pelo tocar suave do vento faziam necessidade.

 A mercadoria do velho, exposta sob o olhar esplendoroso dos céus, serviu de mato, quando os pássaros, de cima decidiram defecar.

 - Malditos pássaros. Disse.

 - Hhhhhh.

 O velho quase quebrou o pescoço ao tentar vira-lo para ver de onde vinha a gargalhada. Quando finalmente conseguiu se virar, a 6 metros de si via com sua visão meio fusca, um jovem garoto.

 - Aí, garoto? Não lhe ensinaram que é falta de educação se rir dos adultos?

 - Desculpe senhor, não consegue me conter.

 Parece que Jacób tinha ficado o tempo todo vendo o velho se debater de ira, quando não achava solução para seu problema.

 - De onde você é rapaz?

 Perguntou o velho.

 - Eu sou da vila senhor.

 - E oque faz sentado de baixo desta árvore? Por acaso é um saqueador?

 - Não senhor. As vezes venho aqui para descansar.

 - Descansar! Exclamou o velho.

 - Que tal me ajudar aqui com essas coisas?

 Jacób foi ajudando o velho a arrumar suas sucatas e coloca-las de volta na carruagem. Enquanto arrumava, a manada se afastava do caminho do jumento, o burro já conseguia ver livre o seu caminho.

 Se acalmava do temor para continuar sua jornada.

 - Prontos senhor, agora já pode continuar sua viagem.

 Disse Jacób.

 - Obrigo rapaz. Como se chama?

 - Jacób.

 - Jacób, pareces ser um bom rapaz. Eu sou Tomás.

 - De onde o senhor Tomás é? Nunca o vi na vila?

 - A muito que morei na vila, mas acabei-me mudando. Fui para um sítio distante. Mas agora tenho que ir meu jovem, obrigado por sua ajuda.

 - Por nada senhor Tomás.

 O velho se preparava para ir.

 - Não é um homem arrogante, tem as roupas rasgadas sim, é humilde, a vida o deve ter massacrado por deixar seus ombros cair diante da sua postura, agora é obrigado a se ver  de corpo rendido as atrocidades da vida.

Seu despreocupar com sua postura sugere ser um homem sábio, mas também já idoso mesmo, isso deve fazer sentido.

 Talvez tenha as respostas para todas as minhas questões. Vou aproveitar a oportunidade para obter respostas.

 A árvore do pensar, conforme era chamada, estava lá, totalmente imóvel, quando o vento balançava seus galhos olhava para Jacób que de baixo da sobra passavam-se essas ideias na sua cabeça.

- Senhor Tomás, eu posso ir com o senhor?

 Seu rosto exibia surpresa, então se virou e perguntou.

 - Porquê você faria isso Jacób?

 - Fiquei entediado de ficar aqui sozinho, gostava de conhecer a casa do senhor Tomás, além disso acho que o senhor tem algumas respostas que preciso.

 A 3km de si, na praça do tira na vila, Marcos e Nando, seus amigos, se questionavam sobre o seu paradeiro.

 Dois jovens estreitos, vagueavam na praça, os dois quase diziam a mesma coisa quando lido sua expressão corporal.

 Tinham uma postura firme, com bastante cabelo, Marcos se fazia diferenciar de Nando, que ao contrario de si, não deixava seu cabelo crescer.

 Marcos tinha uma personalidade tranquila, vivia com seu avô, talvez por isso fosse calmo do jeito é, reflectia sempre antes fazer alguma coisa e era o mas baixo, 160 metros sua altura combinava com sua altura.

 Ao contrario de Nando que era bastante espontâneo, isso deve justificar o facto de estar sempre a falhar, errar e se desculpar.

 - Onde é que você acha que deve estar Jacób a estas horas? Não o vemos desde manhã, agora são já 16 horas, daqui q pouco serão 17h, ele raramente falta aos nossos encontros.

 Perguntou Nando ao Marcos.

 - Conhecendo bem Jacób, aposto que passou esse tempo todo na árvore do pensar. Deve estar lá até agora.

  Conversavam sobre o paradeiro de Jacób, enquanto caminhavam sobre o enlameado sórdido da praça, o lodo nunca secava, as senhoras abusavam do chão, quando constantemente sobre ele jogavam água, não tinham piedade, a rigidez do solo se via como nada, diante do constante molhar das águas.

 O amontoar do lixo trouxe com ele consequências nefastas, uma delas era audível, mas que feria os ouvidos, um zumbido ensurdecedor faziam as moscas quando festejavam na lixeira.

 As pessoas não se conseguiam escutar então gritavam para poder se comunicar, algumas já não tinham vozes para falar, pessoas com vozes roca compunham grande parte da praça.

 Os cães se confundiam por um osso nas ruas, as pessoas simplesmente não se importavam com oque viam, pareciam estar cegas a realidade terrível da vila, elas simplesmente se conformaram.

 - Prontos, agora que já compramos oque precisavam, vamos atrás do Jacób. Disse Nando.

- Vamos passar ainda no avô Mingas, vou passar para ele estas moedas, depois então vamos atrás de Jacób.

 Respondeu Marcos.

 Ao passo que iam andando, do seu lado direito, dois adolescentes se confundiam.

 - Quero meu dinheiro eu ganhei este jogo.

 Dizia um deles enquanto engravatava outro com sua mão esquerda, na sua mão direita segurava uma pedra, de corpo despido cobrava com violência oque lhe pertencia.

 - Boa tarde tio Chico.

 Haviam chegado. O sítio era apertado, as cabanas quase se beijavam por sua proximidade, pareciam cabanas siamesas.

 Uma junto da outa formavam corredores, becos que davam acesso a outras ruas, assim se saia e se entrava naquelas cabanas.

 - Tas bom Marcos?

 Respondeu o senhor Chico, um careca de 50 anos, um homem que dedicou sua juventude a carpintaria.

 A mudança drástica da aldeia fez com que seu negocio deixasse de render. Se tornou num homem comum que perdeu o brio pelo seu oficio. Vivia do pouco que conseguia, oque era justo, considerando que a aldeia já não tinha muito oque oferecer.

 - Estou bem, obrigado. E o tio Chico?

 - Estou bem meu jovem.

  - Tio chico não viu o avô Mingas?

 - Esteve aqui mas saiu mesmo aqui bem a pouco.

 - Quando ele voltar, tio Chico diz que passe por aqui.

 - Pode deixar rapaz.

 - Agora vamos atrás de Jacób, Nando.

 Saíram apreçados.

 - Vamos passar por este caminho, assim se tiver saído da árvore do pensar, poderemos nos cruzar por aqui.

 - Sugeriu Nando a Marcos.

 - Esta bem, vamos.

 Do outro lado da margem, a aventura de Jacób com o velho Tomás acabava de começar. Um novo destino o aguardava de braços abertos.

 O dia ia se pondo, dava para ver as sequelas, deixada pelo sol nos céus enquanto morria.

 O final do dia revelava os viajantes dos céus indo pra casa, aves de grande porte se deslocavam sem muito alento, na verdade não tinham pressa.

 A viagem era longa e a família toda estava por perto, alinhados em fileira, davam um outro ar a paisagem. Começava a ficar frio, então os pássaros se recolhiam nos seus ninhos.

 - Então Jacób, oque quer saber?

 Perguntou o velho Tomás.

- A forma como as pessoas da vila são, me intriga bastante.

 - E segundo você, como elas são?

 - Parecem não ter esperança. As pessoas simplesmente vivem despreocupadas com tudo, eu não entendo.

 - E quando foi que você chegou a esta conclusão?

 - Senhor Tomás, era pra ser a fazer as perguntas, e o senhor responder, parece que o senhor inverteu o quadro.

  - Rsrssr.  Se riu o velho Tomás.

- Me chame de Tomás apenas, não precisamos de formalidades, já que estamos no meio do nada. Para responder suas questões, primeiro preciso saber qual é o seu ponto de vista sobre toda essa situação.

 - Acontece que minha mãe nunca me contou sobre meu falecido pai, e sempre que olho nos olhos dela, eu vejo a falta de esperança, é o mesmo olhar de quase toda a população de choia.

 E meu padrasto abandonou minha mãe, ele simplesmente foi embora, isso é muito estranho.

 A noite caia, e enquanto conversavam, a luz era substituída pelo escuro, quando deram por si havia anoitecido.

 Nando e Marcos já tinham ido a árvore do pensar, infelizmente para eles Jacób já não estava lá, então de boa a um ato intuitivo, decidiram os trilhos da carruagem acompanhar.

 - Onde você acha que estes trilhos nos farão chegar?

 Perguntou analista a Nando.

 - Não sei, talvez na cabana assobrada.

 - Que cabana assobrada? Perguntou Marcos.

 - Nuca ouviu falar da cabana assobrada?

 - Não! Meu avô nunca me contou.

 - Eu ouvi só uma vez, e já faz muito tempo. Diziam que na vila morava um homem louco, ele costumava contar histórias bem bizarras, ninguém na vila acreditava nele, mesmo assim ele insistia, falava sobre magia, que a nossa vila estava em perigo, como ninguém o escutava, saiu da vila e foi morar distante da aldeia.

 Dai ninguém nunca mas o viu, parece que ele invocou uns espíritos do mal que consumiram o seu corpo, tomaram posse da sua vida e passam a assombrar sua casa.

 

 A conversa assustadora dos dois servia de distracção, quando os trilhos da carruagem os levavam direito a Jacób.

 A noite não via quase nada, estava totalmente escuro, tuga carregava sobre sua mão um candeeiro totalmente repleto de petróleo, dava pra ver por sua elevada chama, que quase não conseguia respirar.

 Os bichos da noite cantavam uma música estranha. Quanto mas caminhavam mas longe ficava choia.

 Ao passo que viajavam a noite, viam os campos, abandonados, deixados a própria sorte, não conseguiram se livrar do semi deserto que se tornaram.

 - Quem você acha que morava aqui?

 Perguntou Nando a Marcos.

 - Não sei, talvez muitas das pessoas que agora moram na vila.

 Ao passo que seguiam sua viagem, lá na frente Jacób guiado pelo velho Tomás e seu jumento chegavam a sua cabana.

 O lugar fazia silêncio, um sitio totalmente calmo, não se faziam ouvir nem os cantos das aves, só o vento que passava, mas passava devagar.

 Chegado a casa, Tomás retirou o burro do jugo. O animal solto, estava livre para vaguear. Jacób o ajudava recolher suas sucatas da carruagem quando colocavam no chão.

 - Porquê precisa de tanta sucata?

 Perguntou Jacób.

 - Coisa de velho.

 Acendidos os candeeiro da cabana, a luz tomou conta do espaço e transcendeu os limites da casa no tempo em que do lado de fora se deu a conhecer. 

 De seguida foram as tochas, iluminaram grande parte do espaço e de baixo do xoto  faziam resplandecer sua luz.

 Quem não quis ficar de fora foi a fogueira lá do xoto, que pegou fogo sem pensar duas vezes, depois que algumas pingadas de gotas de petróleo, sobre seu corpo foram derramadas.

 Tudo a postos, então se sentaram a voltava da fogueira, as chamas que o fogo da fogueira exibia, mantinha o frio longe do calor que aquecia os corpos de Jacób e do velho Tomás.

  Enquanto Jacób se preparava para questionar o velho Tomás, seus amigos chegavam.

 - Oque fazem aqui?

 Perguntou Jacób.

 - Andamos o dia todo a sua procura, fomos para árvore do pensar, e advinha quem encontramos lá? Ironicamente, perguntou Nando.

 - Quem?

 - Só a árvore mesmo!

 - Desculpe pelo incomodo senhor, viemos atrás do nosso amigo, achamos que tivesse sido raptado.

 Se desculpou Marcos.

 - Não se preocupe meu jovem, seu amigo esta bem. Podem acolher-se. Então? Como chegaram aqui?

 Perguntou o velhote.

 - Fomos guiados por um trilho. O senhor tem uma carruagem?

 Perguntou Marcos, enquanto revirava seus olhos na espectativa de ver alguma coisa.

 - Claro! Esta bem ali. Respondeu o velho Tomás.

  - Teríamos nos perdidos se não fossem essas tochas gigantes, sua chama pode ser vista a 3km de distancia. Deixamos de ver os trilhos a uma boa distância.

 Disse Marcos.

 - Como o senhor se chama? Interrogou Tudo.

 - Tomás.

 Com olhos grossos, presos num rosto magro e subitamente pálido, respondeu ao jovem, o velho Tomás.

 - Vocês não têm fome? Perguntou.

 - Não! Obrigado senhor.

 Negaram a oferta enquanto se olhavam aos dois.

 - E tu Jacób?

 - Não senhor, já abusei bastante da sua comida pelo caminho. Estou bem.

 - Então tá!

Disse o velho, enquanto ia se sentando.

 Haaaa.

 Resmungava, ao passo que ia colocando sua buda no banco. Os ossos se estalavam, um após o outro, dava para ouvir o estrondo a três  metros de distancia.

 - Eu podia perguntar sobre seus pais, mas sei que a essa altura não importa muito. Vocês cuidam de vocês mesmo agora. Quantos anos têm?

 - Temos todos a mesma idade senhor, 17 anos.

 Respondeu Jacób.

 - Senhor, choia sempre foi do jeito que é hoje?

 Perguntou Jacób.

 De longe a vista parecia interessante, três jovens amigos em volta de uma fogueira, acompanhados de um homem idoso que eles mal conheciam, um facto que desconheciam.

 A luz no meio do nada trazia uma imagem questionante. Parecia coisa do destino.

 - Não meu jovem, choia nem sempre foi desse jeito.

 Respondeu Tomás, os olhos brilhavam, ao passo que coçava seu queixo, se lembrava da sua juventude.

 - Senhor conta-nos como era choia antigamente.

  Disse Jacób.

 - Haaaa! Meu jovem. Começou a dizer Tomás.

  Choia já foi um sítio mágico.

  Ninguém jamais imaginou que nossa aldeia se transformaria na tragédia que é hoje, a beleza de choia deixava qualquer um de boca aberta.

  Atentos ao conto do velho, deixavam-se viajar. Uma história que retratava e descrevia sua aldeia como um lugar mágico, cheio de pessoa alegres.

 Choia raiava suas manhãs e fazia-se anoitecer, entre pessoas que tudo davam para a ver sorrir.

 Não a decepcionavam, as pessoas cultivavam, os campos brilhavam como minas de diamante.

 O solo fértil era receado quando da sua própria terra, fazia as sementes desabrochar, acolhia-os como mãe e criava-os como filhos.

 Os gados assim também eram alimentados, ninguém ficava de fora, comiam das ervas do campo, enchiam suas panças e engordavam seus corpos. Posteriormente abatidos e comidos.

 

 Na vila reinava o amor, a amizade, a compaixão que as pessoas tinhas umas pelas outras fazia de choia uma aldeia de bondade.

 As pessoas davam-se as mãos quando se cumprimentavam, nas ruas as crianças corriam, sorrindo de felicidade.

  Anoite os jovens se enamoravam, de mãos dadas caminham pela aldeia. Tochas gigantes a redor da aldeia, a mantinham longe do olhar das trevas a luz resplandecia e a esperança abitava entre as pessoas.

 Choia era um lugar de bem acolhia todos de igual modo, era realmente um lugar mágico.

 - Wuau! Ninguém nunca nos contou como era choia. Completamente maravilhado com a narração do velho, de boca aberta desabafou Jacób.

 - Conte mas sobre choia senhor.

  Foi tudo oque o que Nando conseguiu dizer depois de ouvir da boca de Tomás, um conto que parecia ser de fada.

 - Choia não era um lugar qualquer. Continuou dizendo o velho.

 Os dias eram radiantes, o sol humanava-se de bom grado, mediante ao cantar dos galos sua luz radiava, aos poucos seus raios UV beijavam o gramado, o brilho era expandido e aldeia era completamente consumida, ao passo que começava um novo dia.

 Nas cabanas os homens levantavam mas cedo, o dia testemunhava o alento de todos os homens.

 A  aldeia repleta de homens, expostos pela matina, camponeses iam aos campos, estavam sempre armados, carregavam suas armas pelas costas e ao passo que caminhavam ouvia-se o alarde das inchadas que se debatiam pelo efeito da caminhada.

 

 

 Os cães iam atrás de seus senhores, amigos fies do trabalhador, de passos lentos andavam as costas de seu amo.

 Algumas mulheres ao lado de seus esposos, maridos, iam com cestas sobre suas cabeças quando transportavam o mantimento.

 Ao passo que percorriam seu caminho, do outro lado os pastores reunião suas ovelhas.

Num dia de pasto como qualquer outro na aldeia, o pastor se preparava para sua aventura.

 Os bichos ansiosos pela jornada do dia, se impeliam ao passarem pela porta do curral.

 Lá dos céus, os céus apreciava o dia quando não conseguia resguardar o contentamento estampado no seu rosto, sua cor azul intensificada o denunciava.

 - Bons tempos ficaram da velha aldeia. Disse Tomás.

 Os jovens encantados com conto que o fez viajar  no tempo e conhecer sua aldeia, faziam silêncio.

Nada desviava sua atenção. Sentados de costas para o mato apoiavam seus cotovelos a coxa quando seus queixos sobre suas mãos, faziam suas cabeças descansar.

 Choia se viu completamente solitária naquela noite, na vila Jacób e seus amigos eram os únicos que acreditavam em alguma coisa.

 Tinham a esperança de que sua aldeia voltaria a ser oque já foi um dia. A esperança em devolver a esperança a seu povo, era o sentimento alfa que governava seus corações.

 Suas acções fora tomadas, pela esperança num futuro brilhante para sua aldeia, devolver o sorriso as suas famílias, era um sentimento que prevalecia, todos os dias ganhava o dia e renascia no dia seguinte.

 

   A fogueira dava o ultimo suspiro, as tochas mal se conseguia manter vivas, um vento forte começava a soprar.

 O vento vinha sem direcção, ao passo que soprava forte, as folhas secas caídas das árvores, sobre o chão se faziam levitar.

 As árvores balançavam lado a lado. As chamas haviam se apagado e trevas invadiram o recinto.

 - Vamos lá para dentro garotos.

 Disse Tomás com uma voz agitada.

 O vento soprava enquanto as coisas se dispersavam, o estrondo das sucatas de Tomás quebrou a descrição, o silêncio passou a fazer barulho.

 O sito calmo se agitou, o tempo se transformou noutro num minuto para outro. A cabana de Tomás, o velho, sem ter para onde fugir viu três jovens desconhecidos entrar pela sua porta.

 - Que vento é este senhor?

 Perguntou gritando Jacób.

 - Vamos lá para dentro crianças. Disse Tomás, o velho.

 Então estavam dentro da cabana do velho. De porta trancada o som do batimento de seus corações desacelerava, quando dentro do abrigo se sentiam seguro.

  Tomás, o velho, parecia absurdamente calmo.

 - Wuau!

 - Então é para isto que o senhor recolhe um monte de coisas velhas?

  Perguntou Jacób com o rosto espantado.

 - A cabana havia sido revestida de metal, de uma ponta a outra, de baixo para cima, parecia um enorme cofre.

 - Porquê  o senhor fez isso.?

 Enquanto Tuga perguntava, a curiosidade de Jacób o fez ver uma brecha, uma fenda no gigante cofre de Tomás, o velho.

 Jacób pôs seu olho esquerdo na fenda e então vigiava oque do lado de fora se passava. O velho agitado empurrou o garoto para trás quando os mandava fazer silêncio.

 Dava para ver o terror nos olhos de Jacób, como se tivesse visto um demónio, jogado para trás, tremia de temor.

 - Oque você viu Jacób?

 Perguntou Marcos.

 -Xiiiiii. Silêncio. Não façam barrulho.

 Disse Tomás, o velho, enquanto tinha seu olho direito sobre a fenda. Vigiava. Minutos depois se sentou.

  Se fazia silêncio, assim como os jovens o velho também não dizia coisa alguma, estava toado mundo quieto.

 Passado algumas horas, já se ouviam os pássaros, entoavam o canto matinal, parecia estar a começar um novo dia.

 Lá fora o espaço já se via livre da escuridão que a circundava. O céu, ao passo que acordava expunha sua luz, lá dentro a cabana se sentia iluminada.

 - Haaaa

 Resmungava o velho, por conta da sua coluna enquanto se colava em pé. De costas aos rapazes, andava na direcção da porta.

 - Já podem sair.

 Dizia o velho quando destrancava sua porta. Ao passo que a porta ia se desdobrando, um mar de desalinho se revelava do lado de fora.

 As coisas se aliviavam uma sobre a outra, a mercadoria do velho estava por todo lado, as tochas deitadas de descanso no chão, estavam, nos arrabaldes da cabana.

 O vento estranho da noite passada havia feito um caos lá fora. Estava nascer um dia que prometia ser diferente.

 Lá fora em pé no pátio, Tomás, o velho, via sua carruagem a uma certa distancia, devastada pelo vento desfez-se em pedaços.

 A imagem tocou o homem, que de rosto entristecido mexia os lábios, quando com uma voz baixa advogou algumas palavras.

 - Adeus velha amiga.

 Disse Tomás.

 Despedia-se da sua carruagem, uma companheira de luta, a anos que trilhavam juntos longas estradas, foi para ele uma grande perda.

 - Obrigado.

  Disse.

 O velho agradeceu, ainda que triste pelas perdas. Seu jumento havia sido pilhado, estava sozinho mas mesmo assim Tomás agradeceu.

 Um ato de fé.

 - Quem são aquelas pessoas senhor?

 Interrogou Jacób ao velho.

 - Não vai querer saber garoto.

 Respondeu.

 - Eu os vi, senhor. Eles não pareciam ser da nossa tribo. Oque o senhor esconde? Responde senhor.

 - E oque exactamente acha que viu garoto?

 - Isso, oque você viu Jacób?

 Curioso, apelou Nando.

 - Não eram nativos.

 Começou a dizer Jacób. Seus amigos atentos pela curiosidade, aprontavam seus ouvidos para o escutar.

 Então prosseguiu dizendo Jacób.

 - Percebi logo que olhei para as suas vestes, andavam de forma estranha, três de cada lado, a direita e esquerda.

 Na frente também iam três, assim como na recta guarda. Andavam de forma circular mas, parece que guiavam o homem que andava entre eles, tinha um homem no meio deles.

 Aos poucos a narrativa de Jacób começava, ficar interessante mas, se revelava assustadora ao mesmo tempo.

 - Oque isso quer dizer senhor?

 Interrogou Jacób.

 - Quer dizer que é um padrão.

  Respondia o velho Tomás ao passo que de passos curtos se movia para sua direita com os olhos voltados para os céus, sua cabeça se erguia, então a brisa suave da manhã beijava seu rosto.

 - Como assim um padrão senhor?

 Questionou Jacób novamente.

 - uussss.

  Suspirou o velho, inclinando sua cabeça enquanto se voltava para Jacób.

 A imagem a distância trazia uma magnifica paisagem. Três jovens parados frente a uma cabana junto a um idoso ao passo que no horizonte, os céus dava a luz ao sol.

 Dois parados de fronte a porta. Marcos e Nando, de costas a cabana pareciam estar de guarda. Na frente estava Jacób que confrontava o velho Tomás.

 - Como eles eram Jacób?

 Inquiriu Marcos.

 - Tinham seus rostos pintados, atravessados por três linhas, quase um x que é passado por uma linha de cor vermelha no meio.

 Todos andavam descalços, sem sandálias, estavam vestidos apenas na parte inferior do corpo, a parte superior estava toada pintada.

  Naquela altura Tomás, se via obrigado a contar se grande segredo as rapazes, um segredo que nem sempre foi segredo.

 - Oque o senhor sabe? Senhor Tomás?

 Inquiriu Nando.

 - Conte senhor.

 Acrescentou Marcos.

 - Conte oque sabe senhor.

 Desta vez foi Jacób.

 O homem pressionado pelos rapazes, se dirigia na frente de um tronco onde o viram se sentar.

 - Eu tinha a mesma idade que vocês quando aconteceu.

 Começou por dizer Tomás, o velho.

 - Meu pai foi um pastor, era dono de um rebanho enorme, então ia sempre com ele pastar.

 Prosseguia.

 A aldeia era tranquila, os campos não expunham perigo algum, de casa saiam os pastores em segurança, no final do dia estavam de volta sã e salvos.

 A noite caia e os homens se abrigavam nos braços das sua mulheres, de baixo dos lençóis, amanheciam de carinho, assim que não os faltava brio para ir atrás de seu pão.

 Eu lembro que, naquele dia, o dia acordou como sempre, radiante, as pessoas iam fazer seus trabalhos.

 Pastores andavam atrás de seus rebanhos, carpinteiros carregavam suas madeiras sobre os seus ombros e suavam.

 O calor derramava sobre seus corpos, então suas roupas molhavam, mas inda assim servia de manto quando a usavam para se limpar o rosto.

  Nos campos os camponeses faziam seu dever, a colheita era feita enquanto outros semeavam, assim as sementes eram engolidas pela terra. As inchadas feriam a terra com o seu metal, estava um dia a decorrer como sempre.

  Naquele dia faltava três ovelhas no rebanho do meu pai, então voltei para as procurar.

 - Oque houve senhor?

 Questionou Nando. Faziam silêncio e atentos ao velho ouviam a história.

 - Voltei pelo mesmo caminho de sempre, enquanto passava pelo bosque, um casal se beijava.

  A moça tinha um cabelo curto de rosto bonito se encostava a árvore e então era beijada.

 - Eu te amo.

  Se declarava o jovem, quando eu ia atrás das ovelhas.

 - Eu também te amo.

 Ouvi a moça responder.

 Era tarde, o dia estava terminar, em busca das três ovelhas de meu pai, sem temor entrei no meio do mato.

 Na medida em que naufragava pelo mato, as corujas estamparam seus olhos em mim, seus olhares absurdamente assustador me seguiam.

 Com sorte me desviei delas quando tropecei num troco e fui caindo muro a baixo. Vinha de a rebolar no mato, quando finamente cheguei a ao chão, minha cabeça bateu com estrondo sobre uma árvore.

  Então apaguei.

 Quanto mais tempo ficava desmaiado, mas a noite se sublimava no bosque.

 - E quanto tempo o senhor ficou desmaiado lá?

Perguntou Jacób?

 - Perdi completamente a noção do tempo naquela hora, tudo oque conseguia escutar era o zumbido terrível que assolava meus ouvidos.

  - Três dias antes, kikas, meu pai, havia me contado uma história, um mito na verdade. Um mito que circulava sobre as aldeias.

   - Nem todo mundo tinha conhecimento, o mito circulava apenas entre pessoas de classe alta e de confiança. Os grandes camponeses proprietários de grandes terras.

  Os homens esconderam da aldeia o segredo, com o intento de a proteger, dos boatos que segundo eles devastaria a convivência na aldeia, e estalaria o temor.

  Então mantiveram o círculo restrito quando somente entre família, ironicamente, davam a conhecer.

  - Meu pai foi um pastor, detentor de muitas ovelhas, isso justifica o facto dele saber e posteriormente ter contado para mim.

 

 - Que mito é este senhor Tomás?

 Questionou Nando.

 Na medida em que ouviam a Tomás, o velho, o sol já havia desabrochado, fazia bastante sol, o chão servia de espelho quando o raiar do sol matinal, revelava o reflexo das árvores que exibiam suas sombras.

  O céu se mostrava meio nublado, num dia quente de sol. Do lado de fora, a vista da cabana de Tomás, um facto raro era constatado.

  De salto em salto passava sobre eles uma gazela, caia ramos da sua boca enquanto se deslocava, não demorou o animal mergulhou no mato.

  - Senhor Tomás oque esse mito diz?

 Questionou novamente Nando.

 - O mito faz menção a uma tribo.

 Respondeu Tomás, o velho.

 - Uma tribo de indígenas.

  Prosseguia.

 - A tribo era como uma peste, que assolava e devastavas as aldeias. Nunca haviam sido vistos, caminhavam a sombra das trevas.

 Sem que ninguém testemunhasse, se instalavam próximos as aldeias, devastavam-nas por completo.

  Só depois iam embora, buscavam por uma outra aldeia para sugar dela, tudo oque houver.

 Não tinham piedade, pôs só assim se mantinham em vida. Umas após uma desapareciam com as aldeias.

 - E como eles fazem isso senhor Tomás?

 Perguntava Jacób, atento ao velho.

 - Dizia-se que a tribo possuía magia, mas que esta magia estava posta numa pedra, alguma coisa de muito valor para eles.

 Sempre que se instalavam perto de uma aldeia, a pedra era levada, guardada num sitio próximo a aldeia. Também eram tidos como demónios sugadores de alma, pois suas vidas estavam sujeita a desgraça dos outros.

 - Como assim desgraça?

  Fez se ouvir a voz de Analista, quando questionava o velho Tomás. Então se sentaram no chão sobre a mercadoria abarrotada do velho.

 - Sua pedra possui vida própria.

 Respondia o velho.

- A magia lá contida precisava ser alimentada.

 - E como era alimentada senhor?

 Inquiriu Jacób.

 - Esta é a pior parte.

 O rosto pálido, respondeu o velho.

 - Como assim a pior parte senhor?

 - Para manter a magia…

  Estava dizer.

 - Essa pedra de alimentava das esperanças das pessoas da aldeia, qualquer que tivesse mesmo que um mero sentimento de bondade, lhe era sugado, assim que aos poucos era transformado num ser humano sem rumo.

 Então desse jeito, todo mundo perdia seu rumo, as pessoas deixavam de se importar uma com as outras.

 Camponeses abandonavam seus campos e enquanto ficavam sem trabalhar, morriam as plantações.

 O solo morria aos poucos, a cede pela água a tornava cada vez mais infértil quando a grama perdia seu brilho.

 Toda a paisagem da aldeia era simplesmente consumida pelo esquecimento não sobrava sequer uma rosa que sobrevivesse a essa catástrofe.

   Aconteceu com Choia nossa aldeia.

 Disse Tomás, o velho. 

 Para Jacób e seus amigos aquele momento era histórico, pós por mas bizarro que fosse o conto as coisas pareciam fazer sentido.

   - Então despertei.

  Ia dizendo o velho.

 - No meio do nada.

 - Oque aconteceu depois que o senhor acordou?

 - Quando acordei tinha a visão meio fusca, não conseguia enxergar direito, fui vagueando sem direcção no meio do mato, ao passo que me movia meus ouvidos iam capitando sons.

 Tomás desenrolava o enredo, que cada vez mais se parecia com um conto de terror para Jacób e seus amigos.

  Atentos ao velho suas expressões faciais demonstrava algum temor, tinham os rostos subitamente pálidos, os lábios secos faziam crer que certamente estavam eles de estômago vazio.

 Tudo indicava que Tomás olhou nos olhos dos rapazes e detectou a fome que sentiam, quando os convidou a comer alguma coisa.

 - Comam alguma coisa.

 Disse Tomás.

 - Ainda me sobrou bastantes pães.

 Continuou.

 - Muito obrigado senhor. Estávamos mesmo a espera que o senhor dissesse isso.

  Proferiu Nando ao passo que se aprontava para do chão retirar sua bunda e ir em busca do pão.

  Marcos esquentava o xá. A cafeteira enferrujada, trazia a tona seu vapor quando pendurada era caucionada por um ferro que se pendurava sobre o galho da árvore.

  Do outro lado da cabana, uma raposa em perseguição, corria atrás de um coelho, a cassada era interessante.

  Em ziguezague corria em velocidade o coelho, tentando se ver livre da perseguição do predador, que vinha com grande ânsia atrás de si, para dele se alimentar.

A morte do bicho era eminente.

 Então estavam Jacób e seus amigos, repousando de baixo da sombra da árvore, junto ao velho, deliciavam o pão que acompanhado do xá matava sua fome na medida em que enchiam seus estômagos.

 - Oque aconteceu com o senhor naquele dia no bosque?

 Perguntava Jacób, querendo voltar ao conto.

 - Estava eu no meio do mato.

 Voltava ao conto o senhor Tomás.

 - As árvores do mato estavam todas voltadas para mim, me vigiavam. A noite estava completamente escura lá, coitado dos olhos, porque quase nada enxergavam. Estava perdido.

 Apenas alguns fléxeis, da luz que a noite de lua cheia proporcionava, penetravam o mato, mas era inconstante pois as nuvens também nublavam os céus.

 Totalmente exposto ao perigo eminente estava eu a vaguear as cegas, meu corpo foi reduzido a nada diante do nefastoso espaço que era aquele lugar.

 - E como foi que o senhor saiu de lá?

 Perguntava Jacób.

 - Não saí.

 Respondia Tomás.

 - Como assim senhor?

 Outra vez Jacób.

 - Eu só me lembro de ter acordado na aldeia no dia seguinte.

 Disse Tomás.

 - Na manhã seguinte, despertei no curral de meu pai, fedia a fezes de ovelhas, anoite enquanto apagado, defecavam em mim.

 Prosseguia Tomás, o velho.

 Antes disso, quando estava no mato, após muita caminhada conseguir algumas luzes, varias tochas acesas, um monte de cabanas.

 O alarde que vinha de lá, sugeria uma festa, dava para ouvir o grito dos homens com as mulheres.

 Se entornavam de vinho, a os homens do lado de fora fomentavam a briga entre cães quando os restos jogavam aos animas.

  Tinham uma aparência diferente, estavam todos de corpo ferro. Na tenda do banquete as messas estavam distribuída em três de cada lado. Do lado direito, esquerdo, na frente e atrás.

 No meio, o espaço era ocupado por uma única mesa, a qual era arrabaldada no total por 12 mesas.

 - Então é este o padrão do qual o senhor se referia.

  Fez-se esclarecer Jacób.

 - Eu percebi isso mas tarde.

 Respondeu velho. 

 - E tem mais.

 Prosseguia.

 - A mesa do meio era ocupada por um homem, provavelmente com dois metros de altura, tinha um físico absurdamente assustador, um homem grande.

 Supus que fosse o líder da tribo, as mulheres se jogavam sobre ele, o hem tiha todas a seu dispor.

 - Porém antes do banquete começar, eu já estava lá.

 Revelou o senhor Tomás.

 - Como assim senhor?

 Meio intimidado, indagou o jovem marcos. 

 - O temor me mate manteve perplexo.

 Ia dizendo o velho.

  - Quando as luzes acesas emitidas pelas chamas, acendidas pela tribo, se revelaram para os meus olhos, transpareceu com elas diante de mim um cerco.

 Os galhos secos arrancados das árvores faziam o cerco, na verdade se parecia mas com portão.

 Na parte de cima, no cume dos galhos, estavam pendurados, uma gama de cabeças de animais, animais mortos.

 O sangue escorria pelos galhos e descia até o chão, o sangue na superfície se expandia, porém o cheiro pairava no ar.

 O fato me deixou pasmado, o temor me tomou por completo, mal me conseguia mexer.

 Estavam varias cabeças do bicho penduradas e distribuídas em fileira, haviam lá varias cabeças de ovelhas, supus que as ovelhas de meu estivessem lá.

 - Oque mas o senhor viu enquanto esteve parado lá?

 Indagou marcos.

 - Eu ouvi o discurso todo.

 - Que discurso senhor?

  Surpreso, desta vez foi Nando a questionar.

 - Antes do seu banquete, seu líder fez um decurso.

 - Como foi que o senhor, chegou a ouvir o discurso do líder da tribo?

  Questionou Jacób?

 - Na verdade, não foi dele que ouvi.

 Revelou o velho.

 Nos rostos expressavam surpresa, bebidos do xá com pão oferecido por Tomás, tinham suas panças cheias.

 - De quem o senhor ouviu o discurso?

 Indagaram os três ao mesmo tempo.

 - Ao passo que observava o fato que á minha presença foi apresenta….

   Ia dizendo Tomás.

 - Dois jovens da tribo, enquanto vagueavam pelos arrabaldes da sua aldeia, um deles inspirados pela liderança de seu líder, imitava seu  discurso e iam passando por mim.

 - Foi assim que fiquei sabendo.

 - E o senho ainda se lembra do discurso?

 Perguntava Marcos.

 - Apenas das palavras principais .

 Respondeu Tomás o velho.

 - E quais são senhor?

 Novamente indagaram os três ao mesmo tempo.

 - A pedra foi instalada, a divisão foi feita, e enquanto essas pessoas estiverem do outro lado, estaremos salvos, teremos oque precisamos para sobreviver.

 Naquele momento tudo parecia estar a se encaixar, o quebra-cabeças se estava montar, suas duvidas se estavam a esclarecer.

 - Senhor, oque aconteceu depois que acordou no curral de suas ovelhas.

 - Interrogou Marcos.

 - Minhas articulações doíam bastante.

 Começava por dizer o velho.

 Parecia que havia sido arrastado como cadáver do bosque ao curral. Ao passo que ia me colocando em pé, caiam fezes da minha roupa, estava todo borrado, fedia a urina de ovelha.

  Chegado a casa ia ter com meu pai, que quando o contei oque acometeu, simplesmente não acreditou em mim e de seguida todos os moradores da aldeia.

 Enquanto o velho narrava, Marcos se lembrava da história que Nando o tivera contado na sua jornada, enquanto andavam sobre os trilhos da carruagem, atrás de Jacób.

  - Então é o senhor, o velho da cabana assombrada?

 Constatou Nando.

 - Ganhei muitos nomes com o tempo garoto.

 Respondeu o velho.

 - Eu acho que ouvi uma história parecida.

 Disse Nando.

 - E o que você ouviu garoto?

 - A história faz menção a vida de um homem.

  Respondeu Nando, ao velho.

 - E que esse homem fez?

Indagou o velho.

 - O homem foi dado como louco, as pessoas na aldeia diziam que ele mexeu com coisa doidas.

 Ninguém na aldeia o acreditava, todos o desprezavam, nas ruas as crianças fugia dele, o chamavam de maluco.

 As pessoas apenas queriam a distância. Não o ligava para nada, sua insistência no que acreditava, o fez perder a credibilidade.

 O homem andava pela aldeia a dizer que as pessoas corriam perigo, então falava sobre mágica, fizeram pouco do seu temor.

 Era totalmente ignorado, nenhum ouvido de bom grado se despunha a ouvi-lo, nas ruas as os nativos estavam cegos não o viam por motivo algum.

   Quando um dia o homem baniu a si mesmo, foi para longe da aldeia, e nunca mas apareceu e de si as pessoas se esqueceram. Sua história simplesmente foi contada.

 - Wuau! É uma história e tanto rapaz.

 Disse Tomás, o velho.

- É sim senhor.

 Respondeu o Nando.

 - Oque o senhor fez depois que os moradores da aldeia não acreditaram em você?

  - Tive de sair da dos meus pais.

  - Então me mudei. E foi assim que o caos começou em choia.

 Num dia que acordou repleto de contos a verdade vinha a tona, despida, passava a vista da natureza.

  Abria mentes e aliviava corações. Lá ´em cima, na árvore cantavam os pássaros sobre suas cabeças, uma música que saudava os visitantes do velho Tomás.

  - oque houve depois que o senhor asiu da aldeia?

 Indagava Marcos.

 

 

  - A aldeia ia se devastava aos poucos.

 Disse Tomás, o velho.

 - Se secaram os campos.

  Ia dizendo o velho.

 De seguida as pessoa perderam o amor pelo próximo, cada uma andava de sua própria maneira.

 Não odiavam-se umas as outras, não, elas simplesmente deixaram de ter sentimento, todo o brio dos homens do campo se apagou.

 Passaram a viver de me gálias, a fome assolou a aldeia como uma praga, tudo oque de bom havia na aldeias e nos seus moradores foi consumido com o tempo pelos Mitras.

 - Mitras.?

 Meio espantado indagou Jacób.

 - É assim que são chamados.

 Respondia o velho Tomás.

 - Oque não entendo senhor, é o porquê, esses indígenas passaram a fazer isso? Como tudo isso começou?

 Indignado, proferiu Jacób.

 - Bom!

Exclamou Tomás, o velho.

 - O mito ainda diz….

 Prosseguia.

 

 Que Mitra era uma aldeia como qualquer outra, viviam lá gentes normais, exerciam sua funções, assim como em choia, Mitra também possuía seu campos.

 Haviam lá camponeses, que suavam enquanto bumbavam, cima, baixo, descreviam as trajectórias de sua inchadas ao passo que açoitavam e feriam a superfície terrestre.

 Viviam lá pastores, homens que a pastos saiam cedo de suas casas e de pastos o sol se punha sobre suas cabeças, longe de seus aposentos.

- E então oque houve senhor.

 Curioso, perguntou Jacób.

 - O mito ainda diz, que um líder Mitra,  que viveu a muito tempo atrás, devastado pela morte de sua amada esposa, despertou um espírito, ao qual pediu que trouxesse sua esposa de volta. Que a ressuscitasse.

 Certamente que tinha seu pedido teria um preço, mas Mermo, tomado de desesperos e ansiedades por rever sua mulher novamente, culminou o acordo, alegando que não importava qual seria o preço a pagar, desde que tivesse sua esposa de volta

 Feito o trato, Margaret sua esposa tinha voltado a vida. Um amontoado de sentimentos invadiram o corpo de Mermo, que apenas conseguia sorrir, quando nos seus braços tinha sua esposa morta reavivada.

O demónio foi severo quando sua divida veio cobrar. Nansk pediu a alma do único filho de Mermo. O líder teria que se livrar de seu único filho, teria que o matar para Nansk.

 Mermo se via implorar por um outro pedido de Nansk, o espírito, mas a decisão do demónio já havia sido tomada.

 - E oque aconteceu depois?

 Atentos ao a conto, questionou Marcos.

 

 Certamente que Mermo, não cumpriu com sua parte do acordo. O demónio ficou furioso.

 Então sugou, não somente a vida de Mermo, sua esposa e seu filho, mas como a de todos os indígenas de Mitra e as colocou em uma pedra mágica, que sua mágica era somente mantida quando sugasse das pessoas toda a sua esperança, até torna-las apenas em pessoas sem apreço pela vida.

 Suas vidas sujeitadas a esta condição, os Mitras se tornaram nómadas e escravos de Nansk.

  Assim que, iam atrás das tribos, uma a uma, espalhavam o caos até sua chegada em Choia.

 - Bom! Foi assim que tudo começou.

 Declarou o velho.

 Jacób e seus amigos, maravilhados com quanto de informações o velho Tomás aos poucos se fazia conhecer, pareciam não mas ter oque perguntar.

 Sua busca por respostas, finalmente terminava ali, nada parecia mas prazeroso para Tomás, deque se aliviar do quanto sua mente sabia

 - E porquê o senhor nunca fez nada a respeito?

 Com o rosto desiludido indagou Jacób.

 - Ninguém, jamais chegou pertos deles.

  Respondia Tomás, o velho.

 - Acho que isso, só até o senhor se mudar para cá, pois vimos alguns deles passarem por aqui na noite passada.

 Disse Jacób.

- Eu os observei durante todos estes anos.

  Declarou o velho.

  - Como assim senhor?

 Voltavam as indagações.

 - Os Mitras passam por aqui de tempos, em tempos. Este tem sido seu caminho a muito tempo.

 - Oque o senhor constatou?

 Perguntava Marcos.

 - Os Mitras têm uma magica, que detecta qualquer um a uma distancia considerável, não se consegue chegar perto, sem que sjas visto.

  A não ser que estejas revestido de metal por completo.

  - Como assim senhor’

  Indagaram os jovens.

  - o metal é imune a sua magica.

 Respondia Tomás.

 - Então por isso o senhor tem a cabana toda revestida de metal?

 Se esclareciam Jacób.

 - Isso mesmo.

  Com o rosto exibindo um ar de satisfação, dizia o velho Tomás.

 - Oque mais senhor?

Perguntava Nando.

- Os Mitras se deslocam e conjunto, divididos por grupos de três, três. O líder é guiado quatro grupos, distribuídos dos seus quatro lados.

 - Este é seu padrão. Deve significar alguma coisa.

 Disse Jacób.

   O dia prometia ser histórico, Tomás o velho, trazia a tona todo o seu segredo ao passo que a esperança dos garotos parecia cada vez maior.

  - Como derrotaremos eles?

 Perguntou Jacób.

- Não podem.

 Respondeu o velho.

 - Sua magica os mantem jovens por um longo período de tempo, vocês não teriam a mínima chance contra eles.

 - Não diga que são indestrutíveis senhos?

 Surpreso, indagou Marcos.

 O velho fez silêncio.

 - Diga senhor.

 Disse Jacób.

 - Se existe a menor possibilidade de livrar Choia dessa desgraça, precisamos tentar, não podemos ficar de braços cruzados

 Acrescentou.

 - Existe uma forma.

 Declarou Tomás, o velho.

 Diga senhor.

 Entusiasmados, disseram os jovens.

 - Devolver o sorriso a minha mãe, é tudo oque sempre quis, não ficarei de braços cruzados, quando posso fazer alguma coisa.

 Desabafou Jacób.

- Os Mitras passam por este caminho a muito tempo.

 Dizia velho.

 - Sempre suspeitei que esta rota levava direito ao seu esconderijo secreto. Eu mesmo trilhei algumas vezes.

 Fui o mas longe que pode, julgava poder encontrar alguma coisa. Os matos me desiludiam quando não me mostravam nada.

 - E porquê eles teriam, um esconderijo secreto, quando junto vivem em comunidade?

 Não basta acharmos sua aldeia?

  Perguntou Nando ao velho.

 - Tem uma parte do mito que vocês ainda não dominam.

 Declarou o velho Tomás.

 - Que parte?

 Numa só voz se fizeram ouvir.

 - Havia uma restrição, um cuidado que os Mitras deveriam ter com a pedra mágica. Um ponto fraco na verdade.

 Nansk criou a pedra para ser alérgica ao toque de qualquer substância liquida. Assim que se ela fosse exposta a água ou a um outro tipo de liquido que a pudesse molhar era o fim da tribo.

 - Interessante.

 Disse Jacób.

 - Sempre que eles se instalassem próximo a uma aldeia, construíam um esconderijo longe da sua. É lá onde costumam manter a pedra.

 

 - Então só temos que achar a pedra e jogar água sobre ela e prontos, a aldeia volta a ser como era antes.

 Simplificou Marcos.

 - Não é assim tão simples.

 Disse tomas o velho.

  - Eles devem ter escondido com algum tipo de magia.

 Acrescentou.

 - Mesmo assim precisamos ir atrás da pedra senhor.

 Sugeriu Jacób.

 - Os trilhos ainda devem estar frescos, se formos agora talvez tenhamos chances de achar esse esconderijo.

  Sugeriu Nando, um especialista em segui pegadas. Nando e Marcos tinham um poder tremendo quando o assunto fosse trilhos e pegadas.

 Parecia que tinham o controlo da superfície, viam pegadas até em caminhos que não haviam sidos trilhados, eram simplesmente geniais.

 - Senhor.

Dizia Jacób.

 - Agradecemos imenso pela estadia, por nos ter acolhido em sua casa, apesar de sermos desconhecidos, mas é chegada a hora de partimos.

 - Achamos que talvez, fosse este o nosso destino, a tudo quanto o senhor nos fez saber, muito obrigado.

  A muito que todas essas perguntas bagunçava nossas cabeças, hoje nos vemos totalmente esclarecidos.

  Trazer a esperança novamente a população de Choia sempre foi nosso maior desejo.

 Ainda que nossos chances sejas mínimas, precisamos tentar não poderíamos ficar sentados vendo nossa aldeia as poucos desaparecer.

 Nossa decisão já foi tomada.

Vamos atrás da pedra.

 Discursou Jacób.

 - Não precisa agradecer garoto.

 Começou por dizer Tomas

 - Sendo assim acho que vão precisar de algo.

  Tomás atravessava a porta de seus aposentos, os jovens surpresos, lá fora esperavam por seu presente.

 O velho vinha de dentro, com três roupões, todos eles envolvido de metal, pareceriam armadura forjadas para soldados de guerra.

  - Tomam.

 Disse Tomás

 - Andei a trabalhar nessas coisas nos últimos tempos. Vos pode ser bastante útil, podem colocar.

 Isso vos manterá imunes a magicas dos Mitras, estejam atentos  eles  não pessoa comum, a muito que deixaram der.

 Alertou o velho Tomás.

 - Muito obrigado senhor. Foi uma hora o ter o conhecido, nunca o esqueceremos. Espero vê-lo novamente em breve.

 Despedia-se Jacób.

 - A honra é toda minha. Nos vemos em breve.

 Jamais percam seu brio.

 Disse.

 Então os jovens davam as costas ao velho Tomás, ao passo que embarcavam numa nova aventura.

 - Esperem.

 Clamou Tomás, o velho.

 - Como foi que vocês três, ficaram imunes ao efeito da pedra?

  - Não, sabemos senhor. Mais acredito ser coisa do destino.

   Respondeu Jacób.

 - Talvez a pedra já esteja velha.

  Disse Nando.

  - Talvez esteja perdendo sua mágica. Vamos destrui-la.

  Acrescentou Marcos.

 Vestidos de heróis iam, em busca da esperança, que a muito, da sua aldeia foi roubada.

 Erguiam os rostos e caminhavam com determinação. Da sua cabana, Tomás, o velho, os via ao longe, aos poucos se perdendo no mato.

 O velho ficava sozinho, nem um vizinho, a solidão o tinha assolado, mas o homem não se mostrava abatido pelo facto. Ainda lhe sobrava bastante brio.

 Longe dos olhos do velho, Jacób e sus dois fies companheiro mergulhavam no mato, levados pela coragem e esperança não subestimaram o temor, pós o fizeram parte da sua bagagem também.

 - Ondem acham que deva estar essa pedra?

 Indagou Jacób, a seus amigos.

 - Talvez num lugar que fosse estranho.

 Respondeu Nando a Jacób.

- E como seria este lugar segundo você?

 Perguntou Marcos a Nando.

 - Algo como uma cabana, um buraco ou uma gruta. Qualquer coisa que parecer estranho, devíamos olhar.

Respondeu.

 O silêncio do sitio totalmente indiscreto, facilmente se revelava, o mato despunha seu semblante severo.

 A calma era bastante incómoda, ao passo que as árvores ali, presas no solo também eram embaraçadas.

  No caminho Marcos e Nando cheiravam a grama, tinham seus olfactos aguçados apareciam animais de caça.

  Enquanto caminhavam, o chão não anotava suas pegadas, um caminho sem volta aos poucos se era caminhado.

  A luz do sol ficava para trás, o bosque perdia seu brilho quando sua outra face pintada de terror era maquilhada.

 - Ainda estamos nos trilhos?

Perguntava Jacób a Marcos.

 - Acho que sim, ainda consigo ver algumas pegadas.

 Respondeu.

 - O bosque está cada vez mas escuro. Acho que devíamos voltar e regressar no dia seguinte.

 Amedrontado, sugeriu Marcos.

 - Deixa de ser um medricas.

 O repreendeu Nando.

 - Não sou um medricas. Só acho que teríamos mas chances a luz do sol, do que a sombra da lua.

 Resmungou.

 - O sol ainda não se pós Marcos.

 Esclareceu Jacób.

 - Então porquê está meio escuro aqui?

 Indagou.

 - Deve ser o efeito da mágica dos Mitras.

 Respondeu Jacób.

 Enquanto ficavam de conversinha, um perigo eminente se aproximava, um ataque era preparado.

 - Esperem! Ouviram isso?

 Alertou Marcos.

 - Eu não ouvi nada.

 Disse Nando.

 - Tem alguma coisa aqui.

 Marcos, de novo.

 - Não vejo, nem ouço nada.

 Ironicamente respondeu Nando.

 - Talvez porque a audição bagunçada.

 Revidou.

 Jacób ia na frente, sua determinação o manteve em silêncio durante a jornada, apenas seguia seus instintos.

  Enquanto murmuravam Marcos e Nando, uma alcateia os surpreendeu pelo caminho.

 Os lobos tinham todos, os olhos vermelhos. Uma alcateia de alfas. A alcateia toda tinha um metro de altura.

  As presas compridas se deslocavam com rigor a baixo quando se posicionavam de baixo do queixo.

  Tinham os caninos gigantes.

  Os bichos eram detentor de pesas grossas, exibidas, quando se preparavam para atacar. Expunham uma postura forte.

  Predadores.

 Sua dieta os fez pesados, tinham os membros acentuados, firmes quando se pensionavam.

  Tomados pelo temor, Jacób e sues dois amigos, se viram dispersar quando confrontados pelo fato.

 Cada um pro seu lado, fugiam da perseguição dos bichos. Os lobos com prazer na cassada iam atrás de suas presas.

 Os espaços milimétricos entre as árvores, ajudava-os a escapar, das garras do predador, pois se viam de azar para se deslocar, por conta do seu tamanho.

 Apesar disso Nando não conseguiu escapar, sem mas fôlego para continuar, parou para descansar quando foi capturado por um lobo alfa.

 Pego de surpresa, o animal rebolava com o seu corpo, então cravou seus caninos na sua cl clavícula e foi arrastando-o pelo mato.

 

 - Haaaaaa.

 Gritava Nando.

 - Socoroooooooo

 Gritava Nando.

  Jacób e Marcos ouviam seus gritos a distancia, enquanto se tentavam desviar dos lobos.

 Arrastado pelo bosque, pau a pau, Nando estava ser levado.

 - Nando, nando, nando, não…

 Lamentava Marcos, enquanto corria sem rumo. Os bichos não desistiam da cassada.

  Enquanto corria desesperado, uma luz lhe foi revelada, Marcos conseguia ver a luz do sol do outro lado do bosque.

 Então recolheu até o ultimo fôlego que tinha em seus pulmões e correu em direcção a luz, e quando deu por si estava do outro lado.

 Estava a salvo.

 - Haaa.. Haaaa.. Haaaaa..

 Deitado ao chão respirava fundo.

 Enquanto recuperava o fôlego, Marcos via a distância o alfa desistir de se alimentar da carne do seu corpo.

 - Criatura do mal.

 Disse.

 O bosque estava devido, uma parte dele havia sido pilhada pelos Mitras quando o local, escolheram para sua pedra guardar.

 

 As criaturas eram guardiãs do sítio, pois guardavam a pedra mágica da tribo. Então tinham a ordem de carnificinar qualquer individuo que da tribo não fosse e invadisse o território.

 Eram astutas e devastavam suas presas, as caçavam, não desistiam fácil, porém não podiam transpassar os limites, pós morreriam na hora.

Do outro lado do bosque, a cabana de Tomás, o velho, era pilhada. A tribo passava por lá, quando o alarme de invasão na sua aldeia soou. O velho foi capturado.

  Jacób estava longe dos limites do bosque, tanto que ainda era perseguido pelo alfa, seu físico atlético certamente o ajudava bastante, pós aguentava muito mas tempo em fuga com relação aos outros.

 Dava graças por apreciar exercícios.

- Maldito animal.

 Disse.

- Haa. Há. Há

 Respirava enquanto correia.

 - Não desiste? Porquê?

 Indagava.

 Enquanto isso Jacób batia com os pes sobre um tronco e tropeçava. A queda lhe levou a descer muro a baixo. Então vinha rebolando.

 O cair lhe revelou a baixo, uma gruta. A queda venceu a inclinação e novamente Jacób se encontrava sobre uma superfície plana.

 - Wooouu!

 Exclamou.

 - Oque é isso?

 Indagou.

 Jacób ia entrando na gruta, ao passo que que cada vez mas dentro ia, resto expressava surpresa. Não acreditava no que via.

 - Achei.

 Disse.

 Os guardiões podiam circular nos arrabaldes da gruta, porém nenhum deles podia chegar perto.

 Uma vez lá dentro Jacób colocava os olhos sobre a pedra, que iluminava a gruta enquanto brilhava.

 Tinha o formato circular, provavelmente com 30cm de diâmetro, a estrutura era transparente, como se tivesse sido feita de água.

 No meio se concentrava uma bola de luz, que imitia infinitos raios de luz.

 - Agora sé só colocar água.

  Dizia, enquanto se revia na esperança de achar a garrafa de água que carregava.

 - Droga. Perdi a garrafa.

 Percebeu.

 Enquanto isso alguns homens da tribo Mitra vinham verificar o esconderijo junto do seu líder Magno.

  Jacób ouviu vozes a distância. Então arrancou a pedra do seu repouso, assim que a gruta passou a desabar.

 Saiu Jacób da gruta quando as pedras que a matinha erguida caiam uma sobre a outra.

 - Essa foi por pouco.

 Disse.

 A distância se constatava o fato, por Magno e seus subordinados que saíram imediatamente atrás de Jacób.

 - Aaa, não.

 Disse.

 Então pegou na pedra, envolveu-a sobre um pano, amarrando-a sobre suas costas saiu em fuga.

  Do outro lado do mato, Marcos sentado, enquanto esperava por jacób, chorava inconsolável por seu amigo Nando.

 - Nando, Imão.

 Dizia.

  - Haaaaaaaaaaaa.

 De ira grita Marcos.

 Jacób era perseguido, com sorte as lanças miradas para o matar passavam sobre sua cabeça.

 As azagaias vinham de trás, mas na frente se deparavam com a presença constante dos corpos das árvores e se esmurravam sobre elas, então quebravam.

 - Eu consigo. Eu consigo.

 Dizia Jacób enquanto fugia.

 - Não o deixem escapar.

 Dizia Magno.

 - Atrás dele.

 Preocupado.

 Jacób havia percorrido uma longa distância, seus pulmões já não tinham ar, não conseguia mas prosseguir.

 Naquele ritmo facilmente seria pego, seu ritmo de fuga havia abrandando.

 - Eu consigo. Eu consigo.

 Ainda dizia Jacób.

- Peguem ele.

 Ordenava Magno.

 Enquanto os Mitras chegavam cada vez mas perto, Jacób a Cete metros de si avistou uma cachoeira provavelmente com dezassete metros de queda.

  Magno e seus homens foram pegos pelo temor, quando viram Jacób perante a catadupa. Sua jornada parecia ter terminado.

 . Haaaaa.

 Suspirou de alívio Jacób.

  - Agora vamos lá acabar com isso.

 Disse.

 A tribo ainda vinha, de braços levantados, os homens carregavam suas lanças, enquanto se preparavam para mirar, Jacób se jogou cima baixa a catarata.

 - Naaaaaaaaaaaoooooooooo.

 Gritava Magno, na medida em caiam de joelhos ao chão. A voz parecia um trovão, e com ele de joelhos ceiam os seus homens.

 - Maldição.

Disse Magno

 Jacób aproveitava respirar enquanto caia com a pedra sobre sua escota. Quando seu corpo chocou com estrondo sobre a água, o no primeiro contacto que a pedra teve com a água, uma explosão enorme de luz desabrochou da catadupa, que lavou com ela toda a existência da tribo Mitra, seus corpos evaporaram no ar.  

 Porém Jacób evaporou com eles. Do outro lado do bosque, Marcos viu desparecer o mar de trevas que ocupava grande parte do mato.

  O sol se estava por, Marcos entrou no bosque atrás de seus amigos, vagueou pelo mato todo, mas não os achou.

 A noite caiu, e Marcos chorando, saia do bosto rumo a casa. A perda foi grande. Não acreditava que pra casa voltava sem seus amigos.

 Já a uma distância do bosque, voltando as cotas dava sua ao mato.

 - Vou sentir saudades.

 Disse.

 A caminhada pra casa seria longa. Noite de lua cheia.

 Pelo caminho Marcos passou pela cabana de Tomás, o velho, sucatas por cima de sucatas, foi tudo oque viu.

 O velho já não estava lá.

 Levou três dias para chegar a sua aldeia. Enquanto ia entrando na aldeia, via as pessoas nos campos.

  As terras abandonadas foram retomadas, os nativos voltavam as suas actividades, nas ruas as senhoras se rias contavam suas histórias.

 As pessoas estavam felizes, mas Marcos havia perdido seus amigos. A aldeia começava a ser como era antes.

 Posto a casa Marcos contou a história toda a avo, assim como a família de Jacób e Nando.

 Desde então Jacób e Nando são lembrados como heróis da aldeia. Citados por todos. Seus nomes foram postos na história da aldeia.

 Um fato que desconheciam, é que o mito sobre a tribo Mitra, também dizia que, aquele que pegar na pedra e a destruir, morrerá com ela.

 Assim que, este ato, é tido como um sacrifício. A morte de um pela liberdade de todos.

                                                                                                                                                                                                                                                                                                                            

 

 Fim

 

 

 

 

 

 -

 

 

 

 

 

 

                                                                                                                                                                Jamais perca a esperança, pós Deus é contigo.

Narrativas

INfluxo
Lourenço Adriano
Lourenço Adriano Seguir

Estudante de Arquitetura. 'Escritor' nos Tempos livres. Pensador e Artista.

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