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Migrantes

Migrantes

Esse pássaro que você alimenta

com pão e vinho,

um mimo cotidiano

pro retorno eterno

sem hora marcada.

 

Sagrado encontro

entre brisa e a alvorada.

Desperta a mesmice,

dá asas à memória

que atravessa as eras.

 

Espera! Eu também migro.

 

E a ventania me leva

ao desconhecido.

Deslizando em nuvens macias

brancas e andantes

que me acompanham na jornada

com regresso certo,

sem hora marcada.

 

Travessia da precisão

Travessia da sobrevivência

Travessia da beleza

na busca por abundância.

 

Do cume enxerga-se a estrada

demarcada por respingos

da bebida que escorreu,

demarcada por pedacinhos

de trigo esfarelado.

 

É o sinal da volta,

senhora marcada.

Narrativas

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