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Lugar ao Sol (ou De onde vem o socorro?)

Lugar ao Sol (ou De onde vem o socorro?)

   

Bem começa o dia, o céu aquece quem procura lugar ao Sol. Abraça apertado, sorri a vida. E sorrio à vida, também.

— Dias atrás você falava de amor. — alguém me diz.

    Não falava. Existem formas de partilhar, amor é uma delas. Mas não era disso que eu falava. Poderia vir a ser.

    “Por quem?”, talvez me pergunte. Por quem se abdicou, mas foi e é intensidade. Não vai ser diferente...

    Como foi seu dia? Estou aqui pra você. Por você.

    Está bem mesmo? Seus olhos, sua expressão dizem que não. Quer falar de tudo ou nada, quer alguém só pra estar do seu lado? Sei ser também silêncio que abraça, eu a conforto!

    Diz que quer ficar só, é a melhor escolha? Solidão ou solitude? Não se deixe agarrar por ideias erradas. Cabe aí muita coisa boa! É templo de bons sentimentos. Eu a sinto, mesmo distante.

    Não estou aqui pra completá-la, você é inteira. Você se basta. Quero que seja feliz plenamente, comigo ou sem mim.

    Não se abdique de si. Não tem orgulho. Não tem vaidade. Estou aqui.

    Você me diz que é calmaria. E parece por fora. Não tem aí dentro um mar revolto? Quebra forte nos rochedos, a água não faz só renda à beira-mar! Faz também som forte, nem por isso é menos assossegador.

    Tudo bem perder as estribeiras dia ou outro. Vale a pena se permitir, se entregar. A quem vale a pena.

    Não se abdique. Estou aqui.

Narrativas

INfluxo
Felipe Moraes
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Apaixonado pela vida, natureza, bichos, literatura e outras formas de arte.

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