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Encare o desafio da vida: faça a você mesmo.

Encare o desafio da vida: faça a você mesmo.


Um mundo que clama pelo ser está pior do que o fato de ligar a vida no ter.

Tenho um corpo. Tenho uma mente. Tenho habilidades. Tenho capacidade. Tenho vontade.


E tenho gastado tudo isso no único propósito de ter. Para ser não basta nada menos que auto se observar, auto analisar, auto se enxergar.

Quanta coisa busquei para ser alguém. Sendo que eu já sou. Sou feita de experiências, conhecimento, pensamentos muito feito fora de mim.


Capitalismo, Filosofia, Religião, Economia, Politica, Socialismo, História, Comunismo, Sistema Monetário e Financeiro, Politicas Públicas... A salada de fruta da Ciências Humanas, enquanto discutem, dialogam, interconectam suas ideias cada qual puxa a brasa para o que lhe convêm, e eu paraliso.

E nesse momento a única coisa que vejo pulsar algo significativo é a coisa produzida perder status, valor, relevância, importância, necessidade ao fato do ato ao ser produzido.

O que vale é o trabalho. O ato de fazer, de saber fazer, de executar, de criar, de botar mãos e mente a obra. Que seja esse o alvo do negócio.

Mais pessoas estariam trabalhando dentro das suas competências e habilidades, mais pessoas dedicariam o tempo a desenvolver conhecimento laborativo, mais pessoas saberiam quando, como, onde fazer.

Principalmente é o tempo que forja o bom profissional. Piegas a parte é o amor ao oficio para atender bem outrem.


Faça o teste: Chega a um estabelecimento e:
1- Pessoa aprendendo a função.

2- Pessoa que já sabe executar a função.

Quem você quer que o atenda? 1 ou 2?

Você está com fome e espera a pessoa a fazer o pão. Ou ainda a aprender a cozer o alimento...


É essa opção que o mundo vem escolhendo.

Ninguém muda de emprego por que simplesmente o mercado está assim. Muda-se por que quer algo melhor. Melhor salário, melhores condições de trabalho, otimização do tempo, maiores aprendizados, melhores relações.


Estou tão paralisada que melhor que ser, a algo ainda escolher. Não é o fazer, não é executar, não é planejar, não é nem trabalhar.

MELHOR QUE SER É ONDE EXISTA ESSA SERVICIENCIA DO OUTRO PARA COMIGO.


Eu não conheço soja, não cultivo soja, se faz sol e chuva é irrelevante, se tem praga não preciso saber como controlar, não preciso adquirir maquinário para o plantio, não compro semente, não sei quando é época de plantio, muito menos quando é época de colheita como também posso escolher nem comer soja. Mas sim eu posso viver da oleaginosa.


Eu a compro e eu a vendo. Basta eu ser um atravessador da coisa produzida. Assim é com a soja e assim é com tudo.

Espera-se um mundo melhor onde o RH de uma empresa visa valorizar o recurso humano que existe nela. Pois mais parece que esse setor executa apenas atividades burocráticas, como folha de pagamento. O próprio RH não é RH de si mesmo.

Há necessidade de existir de encerrar a ideia de que o outro existe ao meu bel prazer. Não é por que se está de acordo com a lei que se está certo. Acredita-se mesmo que a lei existe para que não se faça menos do que ela exige.

Entenda-se que RH aqui se traduz: eu que me utilizo de recursos humanos alheios para viver.

Não há conclusão para isso porque a vida não está estabelecida por mesmas regras vigente a todos, por isso a menos que se possa viver dentro do que é passível a cada um, viva –se assim:

Podemos ATRAVESSAR caminhos para TER uma vida digna do SER, e ela pede pouco: Abrir mão do que não é essencial e façamos nós mesmos.

Narrativas

INfluxo
Carla Elisa Bertê
Carla Elisa Bertê Seguir

Amar, cantar, dançar, cozinhar, ler, reler, escrever, limpar, organizar, dormir, crochetar, conversar, matear, tricotar, fotografar, lavar, decorar, estudar, pensar, ajudar, comer e música para embalar o meu viver, sou artista de mim mesma.

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