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Deixe-me Viver

Deixe-me Viver

A vida crescia em meio a indiferença do mundo. O solo foi tapado como caixões, asfixiado pelo asfalto e decorado em azulejos coloridos, para disfarçar o enterro. Era o assassinato desmedido e o esforço de cobrir a superfície. Um broto pequeno e singelo, desejava ser árvore quando semente, agora, deseja apenas viver. Mal podia crescer, sentir a brisa ou respirar, quem dirá beber água ou ver a luz do sol.

"Não me toque, não me arranque, não me pise, não me maltrate, não me queime, não me diminua ainda mais..." pensava ele, outras vezes gritava em inocência, quando um humano se aproximava. Ninguém ouvia, ninguém ô via, o broto a altura dos solados no metrô, que desfilavam em passarela, ao som dos trilhos, tilintando corações de aço. Ele só queria viver, um dia após o outro.

Narrativas

INfluxo
David Manoel Vidal
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◆ Em uma eterna descoberta, me perco quão me encontro. ◆ Talvez seja um personagem, talvez seja o escritor... ◆ Sertãozinho - SP, Brasil. ◆ 31 anos.

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