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Deixando de lado o consumo de amanhã para agradecer o que se tem hoje

Deixando de lado o consumo de amanhã para agradecer o que se tem hoje

Você já se perguntou qual o motivo de você não conseguir ter aquilo o que você imagina que te faria feliz?

Dinheiro, tempo, liberdade, força de vontade... Tudo isso realmente te impede? Eu me pergunto constantemente sobre essas coisas, e resposta não é sempre a mesma. Se eu esperar um mês e tentar responder isso talvez eu tenha outros princípios que me levam para um objetivo, mas uma coisa que eu andei percebendo e que tá virando rotina, é de que eu digo muito para mim mesmo que tenho tudo o que eu gostaria de ter.

Em tempos tão conturbados como esse eu acredito que é um privilégio pensar assim sobre a própria vida, eu nunca duvidaria da possibilidade de alguém poder dizer o mesmo e eu achar que a) ela lutou muito para conseguir isso b)  ela trilhou mais os caminhos da própria vida, ao invés de deixar que os outros façam isso por ela.

É óbvio que eu tenho arrependimentos, é claro que eu estou constantemente cometendo erros e também de que tenho colocado pedregulhos enormes no meu caminho, mas sou grato por não ter desistido e sentir que valeu à pena esperar para que o mundo se movimente mais um pouquinho antes de mim. É por isso que esse também é um texto para mim mesmo nos momentos ruins. Para me perdoar um pouco pelas coisas das quais eu não tenho controle.

Lembra daquela aflição que você achou que mudaria sua vida para o pior? Daquele problema que te fez perder o sono e você enfrentou? Daquela pessoa que você achou que nunca superaria e agora nem pensa mais?

Eu tenho essas histórias aqui dentro, mas o monstro agora é tão menor que parece até que existem coisas mais importantes para se preocupar. Eu gosto de poder esquecer isso durante a rotina. de lembrar do quanto que a angústia está menos presente do que antigamente. Isso é o que eu colhi pelas minhas escolhas.

Se nenhuma dor precisa ser pra sempre, o que posso agradecer por ter agora? Me permita aproveitar. Me deixa contemplar, por menor que seja, essa vitória. A vitória de não precisar me preocupar se eu vou ou se fico, se faço ou não faço. A vitória de estar vivo e de compreender as possibilidades do que posso ser e ter; de me perdoar principalmente quando ninguém mais pode.

Narrativas

INfluxo
Diego Malva
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Graduando em Licenciatura em Teatro na Universidade Federal do Amapá. Sou Artista, escritor e podcaster, escrevo buscando perspectivas plurais e valorização de experiências pessoais, principalmente aquelas que quebram barreiras de comunicação.

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