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Dá-me De'Comer no Prato

Dá-me De'Comer no Prato


Dá-me
Um pouco
Da tua caça
Da tua bebida

Que eu tenho sede e fome
De que tudo passe
E logo

De esquentar
Os caminhos
Para a esperança
Chegar depressa

Dessa gente, que sobrevive
Com o pouco que se põe
A mesa, os pratos de plásticos
Que são mais numerosos
Que a comida, da dispensa

Dá-me
Um pouco
Da tua riqueza
Da tua bebida
Da tua beleza


Que eu tenho sede e a fome
De que tudo passe
E eu fique

Com um emprego
com os insumos pro corpo
pra vivência não sofrer
sem ter nada 
nem o que fazer

Dá-me
um pouco
da tua cachaça
eu tenho, sede e fome

De que, está noite passe
Que eu preciso acordar
Estar de pé, amanhã
Bem cedo, não faltar

O que comer
O que beber
Que eu arranjo um cesto
De frutas e te ofereço 
em teu nome: Mojubá

Narrativas

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Eduardo Santos Moraes
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