[ editar artigo]

Cápsula do tempo

Cápsula do tempo

Minha Mãe.

Deusa Mãe

Meu verde e azul.

Minha paleta gigantesca.

São tantas possibilidades, infinitas cores e teores.

Meus ouvidos preenchidos, com suas músicas, toques instrumentais, naturais.

O bater de milhares de assas, pólens viajantes.

Sementes claras e escuras, que brotam vidas, até mesmo as raras e extintas.

Os brotos nascentes no rio.

Os brutos cavalos, selvagens animais.

O natural aroma florestal das flores.

Ó minha musa, deusa e mãe, escutais minhas palavras diante do sol que lhe abrange o verde que ainda lhe resta.

Ó minha mãe, deusa e musa, auscultastes e olhais tais palavras e orações ao fim da ascensão urbana tecnológica, onde avança sobre tuas terras.

Ó minha deusa, musa e mãe, inquiristes, vejais e escutais tais avanços de ignorâncias, implementadas e sustentadas no 'modelismo' geracional, populacional.

Que continua sem prever o fim teu.

Que continua prevendo o futuro ‘eu’.

Que avança sobre a própria espécie, e contempla o caos.

Aqui, agora, finalizo minha carta a ti e a todos os ‘eus’ do futuro. Espero que a cápsula do tempo aguente tempo suficiente para ser aberta por mãos e lida por olhos. Pois a primeira a ler esta carta é você.

A Terra.

Narrativas

INfluxo
Érico Prado
Érico Prado Seguir

Um amante de pensares e escritas criativas, de momentos ferventes, tensos e complexos, regado de cafés, chás e borbulhantes cervejas...(Alemãs de preferencia) xD

Ler conteúdo completo
Indicados para você