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A MALDITA

A MALDITA

Pelas ruas da cidade fria

Veja bem o que vou contar

Vi nos becos, guetos e vilas

A tristeza cerrar meu olhar

Tanta gente lá perdida

Vivendo de uma ilusão

“A droga” essa maldita

Destruindo os corações

De uma gente tão sofrida

Sem rumo e gosto pela vida

Como ratos nos porões.

Tantos parecem zumbi

Vagando pra lá e pra cá

Procurando o que consumir

Sem a certeza de voltar

O craque o preferido

Custa pouco e vai matar

A  ilusão da cocaína

Se acaba ao acordar

E outras são tantas, menina!

Que o corpo entrega pra usar

Tão triste essa é a visão

Que vejo em meu caminhar

E não descanso da missão

Até conseguir tirar

O máximo de gente de lá

Trazendo pro lado de cá

Com Jesus a transformar

As vidas que ali pescar

Pelo menos eu tentei

E não virei o rosto pra lá

Já fui chamada até louca

Mais não posso me calar

Diante dessas tantas vidas

Que a maldita acabou de entrar.

Narrativas

INfluxo
Maria dos Prazeres Bezerra de Oliveira Gonçalves
Maria dos Prazeres Bezerra de Oliveira Gonçalves Seguir

Sou mulher arteira, feliz, mãe, esposa. Artesã por aptidão, artista plástica por paixão, escritora por ocasião, e missionária por convicção.

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