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01. Fígado: muito melhor com saúde!

01. Fígado: muito melhor com saúde!

Gordura no fígado: casos de esteatose hepática crescem no país

A doença pode ser controlada com alimentação saudável e exercícios físicos. Exames de imagem podem ajudar o diagnóstico

Esteatose hepática, geralmente chamada de "gordura no fígado", é considerada a doença mais comum deste órgão em grande parte dos países industrializados e está associada a fatores de risco como diabetes tipo 2, obesidade, síndrome metabólica e dislipidemias, causadas por elevados níveis de gordura no sangue. Também está associada ao uso de anabolizantes ou exposição a produtos químicos nocivos ao órgão.

Doença silenciosa

De acordo com o Dr. Raphael di Paula, cirurgião oncológico e coordenador do grupo de Fígado, Pâncreas e Vias Biliares do Centro Especializado em Aparelho Digestivo do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, pessoas não consideradas obesas ou com sobrepeso pelo índice de massa corpórea também podem estar acometidas sem saber.

"É doença silenciosa, que não apresenta sinais muito evidentes de seu desenvolvimento, podendo causar vários problemas. Existe um componente genético. Mas não se conhecem exatamente todos os fatores que causam a esteatose, sendo que o estilo de vida do paciente pode agravar condição já existente", declara.

Revelação na ultrassonografia

Embora o Brasil não conte com informações oficiais sobre a doença, o número de casos tem aumentado no país e no mundo, segundo o especialista, principalmente em pessoas com mais de 40 anos, mas também tem sido possível perceber aumento no número de crianças e adolescentes diagnosticadas com a doença, devido a fatores genéticos e sedentarismo, associados à ingestão de alimentos industrializados.

Para o cirurgião, o aumento do número de diagnósticos está ligado também ao maior número de pessoas que têm feito exames de ultrassonografia de rotina, capazes de identificar a doença. “Um ultrassom abdominal, se bem feito, pode identificar alguma irregularidade, indicando a necessidade de outros estudos de imagem e, até mesmo, biópsia, para que se saiba o grau e iniciar o tratamento o mais precoce possível”, avalia.

Problemas decorrentes

De acordo com di Paula, a esteatose pode se apresentar em três estágios: leve, moderada ou grave. Nos casos graves, o paciente pode apresentar esteatohepatite que, se não tratada, tem grande chance de evoluir para cirrose hepática e, nos casos mais graves, câncer no fígado.

Atualmente, o tratamento da doença é feito com mudanças no estilo de vida do paciente, baseado em dieta mais saudável, evitando-se a ingestão de alimentos processados. Exercícios físicos aeróbicos, praticados com regularidade, também fazem parte do controle da enfermidade. Inúmeras drogas têm sido testadas, mas ainda sem comprovação científica de eficácia.

Recomendações

O médico explica que a esteatose hepática mostra poucos sinais de sua presença e que, na maioria das vezes, os pacientes são assintomáticos. Em alguns casos, no entanto, a doença pode provocar fadiga ou desconforto abdominal. Normalmente, é diagnosticada por meio de exames de imagens, como ultrassonografia, tomografia ou ressonância magnética, além de biópsia para determinar o grau.

“A realização de acompanhamento regular com o médico é importante porque ele pode solicitar exames que podem ajudar a diagnosticar a doença mais cedo. Manter estilo de vida saudável, com alimentação balanceada, exercícios físicos e pouca ou nenhuma ingestão de álcool também são indicados e auxiliam no não agravamento da doença”, afirma.

02. Mulher, empodere a beleza!

Médica orienta técnicas que permitem tratamentos cada vez mais personalizados

A forma mais saudável de exercer sua beleza é respeitando sua história e refletindo isso inclusive na forma como cuida da pele. Entre tantos tratamentos disponíveis no mercado, como escolher aquele que melhor se adequa às necessidades de sua rotina? A dermatologista Dra. Ana Malta (CRM 3768 AL) traz dicas do que se deve observar:

• Escolha seu profissional com cuidado

Se a beleza não é única, os tratamentos indicados para manter a saúde de cada pele também não são. E nada melhor do que escolher bem o profissional que irá acompanhar essa jornada de cuidados. "Procure por amigos que já tenham realizado procedimentos estéticos e tenham tido resultados de acordo com suas expectativas. Busque clínicas certificadas e que tenham boas recomendações. Os profissionais habilitados temos conhecimento para escolher as melhores e mais seguras opções disponíveis no mercado- estamos sempre de olho nos estudos clínicos e artigos científicos publicados!", explica Dra. Ana.

• Colágeno ou ácido hialurônico?

A escolha das substâncias usadas para o tratamento da pele depende da avaliação de cada paciente. Com os bioestimuladores de colágeno é possível, de forma gradual, estimular a produção de colágeno do corpo. Segundo a Dra. Ana, a aplicação melhora a textura e restaura a firmeza da pele, além de ajudar a recuperar a sustentação que é perdida não só com o envelhecimento natural, mas também a partir de fatores como emagrecimento, a prática de esportes de alta performance e o período do pós-parto.

Os preenchedores de ácido hialurônico completam o tratamento da pele ao promover efeito lifting no rosto, volumizar áreas que a paciente deseje realçar, ou ainda preenchendo linhas estáticas.

"Em muitos casos, não vamos escolher entre uma substância ou outra, mas a recomendação será combinar ambas. Ter como opção uma linha completa de ácido hialurônico atrelada aos benefícios gradativos de um bioestimulador de colágeno permite customizar ainda mais os tratamentos. Essa versatilidade de portfólio e a possibilidade de combinarmos técnicas em prol do resultado, sem dúvida, formam uma super aliada para empoderarmos a individualidade de cada paciente", conclui a dermatologista.

• Mantenha alimentação saudável

Alimentos ricos em zinco, vitaminas A, B, C e fibras são fundamentais para desenvolver pele mais macia, além de ajudarem a combater radicais livres e auxiliarem na produção de colágeno. A dermatologista Dra. Ana Malta comenta que "cada vitamina desempenha sua função. As do complexo B são importantes, pois regulam a produção de sebo, deixando a pele com menos oleosidade, enquanto a vitamina C tem importante efeito antioxidante".

• Atenção ao sono

Descansar é fundamental para restaurar a energia do corpo e prepará-lo para um próximo dia cheio de tarefas a cumprir. Ajuda a controlar o apetite, melhora o humor e previne o estresse que, acredite, prejudica o aspecto da pele.

Consulte um profissional de saúde habilitado a indicar o tratamento personalizado que traga o tipo de beleza que você busca e, mais do que tudo, os melhores benefícios para a pele.

03. Nutrientes para prevenir o corona-19

Relação saudável entre a microbiota intestinal e o sistema imunológico pode representar fator determinante para o corpo em caso de infecção pelo novo coronavírus

Estudo liderado por pesquisadores do Departamento de Medicina Respiratória da Universidade de Zhejiang, na China, mostrou que parte das pessoas que testam positivo para a Covid-19 apresenta disbiose no intestino. Isso significa que esses pacientes apresentam desequilíbrio na flora intestinal - formada por vírus, fungos e bactérias que habitam o aparelho gastrointestinal -, reduzindo a capacidade de absorção de nutrientes e provocando carência de vitaminas. O impacto sobre o sistema imunológico é direto e pode ser fator determinante em caso de infecção pelo novo coronavírus.

Terapia

Médicos que participaram do estudo chegaram a elaborar uma terapia para garantir manutenção do equilíbrio da microbiota intestinal como um dos passos para a melhora dos pacientes acometidos pela doença. A proposta se baseou na administração de prebióticos e probióticos, aliada a suporte nutricional, possibilitando a redução do risco de infecção secundária pelo deslocamento de bactérias e ou seus produtos do trato gastrointestinal para locais estéreis do corpo.

Isso sugere a disbiose como pressuposto de Covid-19. Porém, a adoção de hábitos saudáveis pode ajudar no funcionamento correto da microbiota intestinal e do sistema imune e servir como medida protetiva contra a ação do vírus diante de possível contaminação.

Resposta imune

O doutor em Genética e Biologia Molecular Luiz Felipe Valter de Oliveira, CEO da BiomeHub - startup dedicada ao desenvolvimento de tecnologias de ponta para a área da saúde -, destaca que a resposta imune humana ajuda a gerenciar uma infinidade de tarefas e uma das mais importantes é combater doenças e estar atento a seu movimento é fundamental para a promoção da saúde. De acordo com o pesquisador, o sistema imunológico do intestino, chamado Galt (tecido linfóide associado ao intestino), regula sua resposta inflamatória como parte importante do sistema imunológico geral do corpo.

“O Galt precisa fazer seu corpo tolerar moléculas de alimentos e outras substâncias que são inofensivas, enquanto combate os patógenos que encontra. Comer alimentos certos que alimentam seus microorganismos pode ajudar a manter a integridade da barreira intestinal. Como grande proporção do sistema imunológico está alojada no intestino, o microbioma intestinal desempenha papel central na determinação de quando e quão bem nossa resposta imunológica opera. Em função do Covid-19, devemos reforçar nossos cuidados, principalmente quando falamos de imunidade”, justifica.

Fortalecimento do sistema

Pensando nisso, nutricionistas da BiomeHub prepararam uma lista de fontes de nutrientes que, se consumidos de forma balanceada e aliados à atividade física, são saudáveis ao movimento da flora intestinal e ajudam a fortalecer o sistema imunológico. Observe que também há indicação de alimentos para grupos não consumidores de carne:

Proteínas

Alimentos de origem animal (carne vermelha e branca, leite, ovos) e leguminosas (feijão, soja, ervilha, grão de bico).

Zinco

Carnes de todos os tipos, principalmente vermelha, derivados de animais e frutos do mar. amendoim, nozes, castanhas, gergelim, leguminosas, queijos.

Magnésio

Leguminosas, oleaginosas (nozes, amêndoas, castanhas) e verduras folhosas.

Selênio

A principal fonte é a castanha do Pará ou do Brasil.

• Vitamina A

Está presente em fontes de gordura (queijo, gema do ovo) e em vegetais de coloração alaranjada, como manga, mamão e cenoura.

• Vitamina C

Presente nas frutas cítricas (laranja, mexerica, maracujá, limão, abacaxi), goiaba, acerola, pitanga, pimentão e cajú.

• Complexo B

É composto por várias vitaminas disponíveis em todos os grupos. A B12 é encontrada apenas naqueles de origem animal.

04. Pandemia, aumenta estresse e peso

Considerada uma epidemia, o estresse atinge 90% da população mundial e traz diversos problemas para a saúde física e emocional

A pandemia da Covid-19 mudou drasticamente os hábitos da população. Seja em casa, cumprindo o distanciamento social e lutando para manter a saúde mental, ou na rua para quem tem a necessidade de trabalhar fora do lar, os dias estão sendo difíceis e equilibrar emoções e não sofrer é desafio. Esta sobrecarga de cobranças a respeito de quem devemos ser, o que devemos ter, entre outras questões, são fatores determinantes que causam estresse.

Considerada uma epidemia - condição que atinge 90% da população no mundo, de acordo com a OMS (Organização Mundial da Saúde) - a doença traz inúmeros problemas que abalam a qualidade de vida e a saúde, como dores de cabeça, queda de cabelo, ganho de peso, problemas gástricos, baixa imunidade, irritabilidade, dificuldade em se concentrar, falhas na memória entre outros.

De acordo com Maria Julia Coto, consultora em nutrição da ABIMAPI (Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães & Bolos Industrializados), em situações de nervosismo e ansiedade as pessoas liberam o hormônio chamado cortisol, produzido pela parte superior da glândula suprarrenal, que está diretamente envolvido na resposta ao estresse. “Ao aumentar o nível de cortisol, o corpo tende a mobilizar rapidamente as reservas de energia, ocasionando mudanças no metabolismo e fluxo de sangue. Por consequência, algumas pessoas acabam comendo exageradamente como um mecanismo de fuga”, explica.

Estresse crônico contribui para o aumento de peso das seguintes formas:

- Metabolismo: grande quantidade de cortisol pode retardar o metabolismo no corpo humano, levando ao sobrepeso. Para quem faz dieta, o hormônio pode deixar a perda de peso mais difícil.

- Açúcar no sangue: o alto nível de açúcar no sangue aumenta a quantidade de energia disponível no corpo e pode causar alterações de humor, sensação de cansaço e problemas como hiperglicemia, por exemplo.

- Acúmulo de gordura: o estresse crônico pode provocar armazenamento de gordura em áreas de risco, como abdômen e costas no caso dos homens, e na região dos quadris, nas mulheres, aumentando chances de desenvolvimento de enfermidades como infarto e diabetes.

É importante que as pessoas fiquem atentas à alimentação nos momentos de nervosismo e ansiedade. “Mesmo na correria cotidiana ou em momentos de tédio é possível encaixar um plano alimentar que seja prazeroso, nutritivo e saboroso”, destaca Maria Julia. Para permitir que todos esses benefícios sejam atribuídos, é preciso entender os sinais do corpo seguindo alguns passos simples:

• Sem neuras

Saia de perto das dietas da moda e restritivas. A privação causada por elas, além de aumentar o estresse, podem gerar deficiência de alguns nutrientes. Procure profissional de saúde capacitado, que possa ajudar com reeducação alimentar específica para as necessidades.

• Entenda sinais de fome e saciedade

Muitas vezes estamos tão focados na rotina que não paramos para pensar se estamos nos alimentando da forma correta. Antes de começar a comer, pare e pense: “Quanto de fome estou hoje?”. Durante a refeição, coma sem pressa, sentindo o sabor do alimento e a saciedade que o mesmo irá trazer aos poucos, e assim quando estiver satisfeito você saberá. Isso evita consumo em excesso ou em pouca quantidade, o que muitas vezes acaba causando desconforto durante o dia e descontentamento com o corpo.

• Não desconte os sentimentos na comida

Em dias estressantes, muitas vezes acabamos comendo sem pensar na quantidade, e no final, estamos passando mal e nos sentindo para baixo, preocupados com o efeito que exageros vão causar no peso e na estética. Acabamos colocando alguns grupos ou alimentos, por exemplo os carboidratos, como “vilões”, mas a questão está nos hábitos de forma geral.

Por fim, coloque como suas prioridades a saúde e a alimentação. Busque formas diferentes de eliminar todo o estresse, que não seja causando prejuízos a si mesmo. Use o tempo livre para fazer as coisas de que gosta e evite levar trabalho para momentos pessoais.

05. Fibras na mesa? Tudo a ver!

Consumo combate prisão de ventre, obesidade e diabetes

Para manter intestino regulado, evitar esgotamento físico e não ter dificuldade para emagrecer é necessário o consumo saudável de fibras. Considerada um tipo de carboidrato de origem vegetal não digerível, a substância está presente em diversos alimentos. Apesar de não possuírem função nutritiva, o consumo de forma consciente e equilibrado na dieta é essencial, pois as fibras auxiliam no controle do diabetes, favorecem o sistema imunológico, contribuem para a diminuição do colesterol e proporcionam maior sensação de saciedade.

Tipos de fibras: funções

Existem dois tipos de fibras. As insolúveis, que não se diluem em água e permanecem inteiras durante todo o trato gastrointestinal, e as solúveis, que se dissolvem na água formando uma espécie de gel. A pesquisa "O Consumo de Fibras no Brasil", conduzida pelo Ibope, apontou que 74% dos entrevistados sabem qual é o papel das fibras no organismo, porém, desse total, 70% desconhecem a diferença entre solúveis e insolúveis.

Segundo Camila Monteiro, nutricionista da marca pioneira na produção de alimentos low-carb, ambas são importantes para o funcionamento do corpo. "As insolúveis ajudam no aumento do volume das fezes acelerando o processo dos resíduos. Pão integral, milho, alface e rúcula são exemplos de alimentos que possuem essa fibra. Já as solúveis ajudam no bloqueio de gorduras. Aveia, maçã, lentilha e soja são exemplos de alimentos para esse tipo", afirma.

Vantagens do consumo

A pesquisa ainda demonstra que 78% dos internautas brasileiros entrevistados consomem fibras na rotina, mas apenas 37% costumam ingerir mais de uma vez ao dia. Camila Monteiro, afirma que é recomendável consumir entre 20 a 35 gramas diariamente. "É sempre aconselhável consultar nutricionista antes de fazer alterações no plano alimentar. Porém, acrescentar vegetais, substituir pratos de farinha branca por farinha integral e tomar sucos naturais são algumas atitudes que podem ser feitas para aumentar a presença desse componente no dia a dia", explica.

"O consumo desse alimento pode contribuir para o funcionamento intestinal adequado, além de favorecer o controle glicêmico, perda de peso, ajudar na redução de doenças cardiovasculares e auxiliar no bom funcionamento do sistema imunológico" comenta Camila. Ela também ressalta que "é importante associar o consumo dos alimentos ricos em fibra com a ingestão de líquidos para que não aconteça estufamento intestinal" conclui.

06. Açaí. Aumenta imunidade; protege coração

De saúde mental a melhorias no sistema imunológico, a superfood pode ser uma boa aliada na manutenção do corpo

De acordo com levantamento realizado pela Embrapa - Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária -, são consumidos por ano, no Brasil, mais de 800 toneladas de açaí, onde São Paulo e Rio de Janeiro somam 350 dessa quantidade. A popularidade da fruta, que extrapola os limites nacionais e já é sucesso em países da Europa e nos Estados Unidos, deve-se não apenas ao sabor, mas também às propriedades funcionais e benéficas ao organismo.
Classificado como superalimento, açaí é rico em vitaminas C e E, ômega-9 e propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias que auxiliam no bom funcionamento do coração e do cérebro. Por isso, para quem busca manter dieta saudável, açaí é ótima opção de refeição rápida, e ainda pode ser turbinado com outros alimentos, como frutas, que também oferecem benefícios à saúde.
Fortalece o sistema imunológico
É importante destacar quanto a fruta contribui na defesa do organismo. Em 2020, por conta da pandemia do novo Coronavírus, alimentos que ajudassem a fortalecer o sistema imunológico viraram tendência entre consumidores, apontam estudos do setor alimentício. Própolis, mel, cúrcuma e o próprio açaí, tiveram aumento considerável em sua procura.
As vitaminas C e E, o ômega-9 e as anticitocinas, têm ação antioxidante e anti-inflamatória, contribuindo para o aumento das células de defesa do corpo, essenciais no combate a várias doenças, como a COVID-19, processos inflamatórios e de cicatrização.
Fonte de energia
Além destas muitas vitaminas e minerais, açaí é rico em carboidratos e proteínas, componentes essenciais para a produção de energia pelo organismo. Por serem elementos de rápida digestão, não deixam aquela sensação pesada no estômago e garantem rápida injeção de ânimo e disposição.
Melhora a saúde do coração
Esses elementos também contribuem para tratamento e prevenção de algumas doenças cardiovasculares, como colesterol LDL, ou ruim, e a aterosclerose - acúmulo de gorduras, colesterol e outras substâncias nas paredes das artérias. Além disso, ele ajuda a evitar a formação de coágulos e promove o relaxamento dos vasos sanguíneos, melhorando circulação e pressão arterial.
Combate envelhecimento
A ação dos antioxidantes e da vitamina E, presentes no açaí, ajudam também a prevenir o envelhecimento precoce, pois agem diretamente na defesa das células do corpo contra a ação prejudicial dos radicais livres. Para os cabelos e pele, por exemplo, a fruta retarda o aparecimento de fios brancos, rugas e marcas de expressão. Já para o sistema neurológico, essa função se faz presente ao prevenir doenças como Alzheimer.
Ajuda a melhorar a saúde mental
Por fim, açaí defende o sistema neurológico. O alimento é extremamente benéfico para a saúde mental. Os polifenóis, micronutrientes que são potências à base de plantas, ricos em antioxidantes e anti-inflamatórios, atenuam processos inflamatórios ajudando também a melhorar memória e aprendizagem.

07. Homens com mamas aumentadas. Veja a solução

Como o crescimento da mama não é situação natural para muitos homens, pode gerar consequências psicológicas, o que merece atenção especializada

Enquanto muitas mulheres estão aumentando seios com silicone, vários homens querem diminuir a mama desenvolvida. Eles sentem vergonha de se expor em público e sem camisa, não apenas por estarem gordinhos, magros demais ou não serem malhados, mas por estarem incomodados com a glândula mamária que está saliente no corpo.

Desconforto masculino

Geralmente, as mamas não se desenvolvem nos homens, porém, algumas vezes, podem aparecer e se destacar por alterações hormonais sofridas ou pelo excesso de peso. “Pode não importar, mas isto causa grande desconforto estético e emocional. Fere aquilo que alguns chamam de masculinidade”, conta Arnaldo Korn, diretor do Centro Nacional - Cirurgia Plástica.

A cirurgia plástica conhecida por resolver este problema masculino é a Ginecomastia. Apesar de parecer complexa e de ter certos cuidados, não é cirurgia que demore muito a ser feita, por isso o paciente fica internado na clínica apenas no dia em que ela será realizada. Dependendo do caso, qualquer um pode fazer.
Resultados
A cirurgia de correção é feita por incisão, de maneira muito discreta ao redor da aréola, local onde a pele do homem é mais escura. O excesso de gordura, caso houver, é resolvido com pequena lipoaspiração local, e, se necessário, o tecido mamário é removido com bisturi. Os pontos são feitos com fios que reduzem ao mínimo os vestígios da cirurgia. Em outras palavras, a cicatriz não fica aparente.
Vale lembrar que o resultado é excelente, mas que só após seis meses é que se pode dizer que está definitivo. Porém, se a dificuldade é custear a cirurgia, sempre é bom lembrar que hoje é possível parcelar ou recorrer a um intermediador administrativo-financeiro, como o Centro Nacional - Cirurgia Plástica, que ajuda o paciente a encontrar as melhores formas de pagamento com instituição médica ou cirurgiões profissionais.

“Nos primeiros 30 dias após a cirurgia, o paciente deve utilizar uma faixa elástica com pressão. E logo o homem poderá voltar ao trabalho, em questão de dias, dependendo das atividades exercidas com o braço, que, aliás, são muito recomendadas neste caso.", afirma Arnaldo Korn. A drenagem linfática pode ser boa indicação neste tipo de pós-operatório.

08. Óleo de gergelim, aliado contra Parkinson

Rubens de Fraga Júnior

Pesquisadores relatam que a sesamina, que se encontra naturalmente nas sementes de gergelim, protege contra a doença de Parkinson, evitando danos neuronais que diminuem a produção de dopamina. Experimentos in vitro mostram que a substância atua contra o estresse oxidativo das células, regulando a produção de espécies reativas de oxigênio. Experimentos in vivo revelam que a ingestão dietética de sesamina aumenta a produção de dopamina e apresenta propriedades antioxidantes melhorando significativamente a função motora em camundongos.

Os experimentos in vivo trouxeram à equipe da professora Kojima-Yuasa, da Universidade de Osaka, Japão, resultados promissores. O comprometimento do movimento devido à doença de Parkinson é o resultado de neurônios danificados que produzem menos dopamina do que o necessário.

Teste de desempenho

A equipe mostrou que ratos com modelos da doença de Parkinson mostram essa falta de produção de dopamina. No entanto, após alimentar os roedores por 36 dias com uma dieta contendo sesamina, a equipe de pesquisa observou um aumento nos níveis de dopamina. Paralelamente, teste de desempenho revelou aumento significativo na performance motora.

Com o primeiro medicamento para a doença de Parkinson sendo potencialmente o ingrediente alimentar natural sesamina, resíduo natural da indústria de sementes de gergelim, a Professora Associada Kojima-Yuasa e sua equipe estão prontas para levar o trabalho para a fase de ensaio clínico e conectar o consumo / cadeia de produção de uma forma que, como ela coloca, "previna doenças com alimentos naturais para promover a saúde da sociedade."

09. Açafrão – defende  cérebro, protege  coração...

Especialista: Dra. Patrícia Leite

Açafrão, especiaria consumida mundialmente, é também fonte rica em nutrientes benéficos para corpo e cérebro. Ele costuma ser utilizado para aliviar sintomas de diversos problemas de saúde, como asma, coqueluche, insônia, câncer, aterosclerose, depressão e doença de Alzheimer. Também é consumido pelas mulheres para suavizar o desconforto menstrual e os sintomas da TPM, uma vez que reduz o nível de cortisol e o estresse e aumenta o nível de estrogênio. Já os homens podem ingerir para prevenir a ejaculação precoce e infertilidade.

Além de conter alfa e betacaroteno, dois potentes antioxidantes naturais, o açafrão possui ainda o alfa-crocin, carotenoide responsável pela coloração dourada da especiaria, que protege células nervosas e promove regeneração dos nervos.

Entre os diversos benefícios do açafrão estão sua ação antisséptica, digestiva, anti-inflamatória, antioxidante, antidepressiva e anticancerígena, atuando principalmente na prevenção. É ainda grande fonte de minerais e rico em Vitamina A, ácido fólico, riboflavina e Vitamina C, essenciais para boa saúde.

Propriedades

Perda de peso

A perda de peso está entre os principais benefícios do açafrão, uma vez que possui habilidade de aumentar a serotonina no cérebro, hormônio que tem influência direta em no apetite. Uma descoberta mostrou que ao ingerir o açafrão, as pessoas sentiam menos fome. A própria influência do extrato em problemas emocionais tem seu reflexo no maior bem estar, o que consequentemente alivia a vontade de comer, que geralmente está ligada a algum descontrole emocional.

Ossos e massa muscular

O açafrão também ajuda a desenvolver ossos saudáveis e fortes e um bom tônus muscular, como resultado de seu alto nível de magnésio, que aumenta a absorção de cálcio nos ossos e assegura bom funcionamento dos músculos e do coração.

Antidepressivo

Como já vimos, uma das propriedades do açafrão é ajudar na produção de serotonina, que ajuda a elevar o humor. Isso auxilia no transporte do sangue para o cérebro e na redução da depressão e apreensão, melhorando o humor. É comprovado que o extrato proporciona sensação de bem-estar.

Antioxidante

Os danos oxidativos estão associados ao envelhecimento e a várias doenças. Envolvem radicais livres, moléculas altamente reativas com elétrons desemparelhados. Os antioxidantes do açafrão protegem o organismo dos radicais livres e seus danos, neutralizando-os graças à sua estrutura química, e ainda estimula os mecanismos antioxidantes do próprio organismo.

Para os olhos

Os carotenoides encontrados no açafrão ajudam na proteção dos olhos. Eles atuam contra doenças como a degeneração macular e catarata. Além disso, também ajudam na proteção dos raios solares nocivos e na regulação do ácido graxo das membranas celulares, tornando os olhos fortes e com proteção maior.

Para o coração

As propriedades antioxidantes do açafrão ajudam na redução do colesterol e triglicérides evitando problemas circulatórios. Também ajuda a transportar oxigênio, tornando o sistema circulatório mais eficiente.

Prevenção do câncer

Os carotenoides do açafrão, crocin e safranal, possuem propriedades que podem ajudar a inibir o crescimento de tumores no organismo. As substâncias mostraram serem benéficas na proteção contra câncer de cólon, fígado e ovário

Para a memória

O açafrão auxilia na memória, através de seus ativos antioxidantes, crocin e crocetina, que ajudam a manter longe doenças como Alzheimer e Parkinson. O alimento também reduz os estresses celulares, protegendo o sistema nervoso central e melhora os processos de aprendizagem.

Para a pele

As propriedades antibacterianas do açafrão podem ser muito benéficas à pele. O extrato é capaz de reduzir acne, sendo aplicado diretamente sobre a área afetada. Ele age ainda como esfoliante natural e pode ajudar na remoção de células mortas. Além disso, ao ser aplicado junto com o leite, pode clarear a pele ou remover pigmentos.

Prevenção de artrite

A redução da erosão óssea ainda faz parte dos benefícios do açafrão, além deste ajudar na cura de dores e inchaço nas articulações. Pode ser ingerido para prevenção de artrite por seus benefícios anti-inflamatórios.

Contraindicação e efeitos colaterais

Embora seja substância natural, é necessário ter atenção na dosagem e observar possíveis efeitos colaterais, ainda que não atinja a maioria dos consumidores. A ingestão de grandes quantidades não é indicada a mulheres grávidas, pois tem efeito abortivo.

Entre os problemas que podem afetar alguns indivíduos, a tontura é provavelmente o mais comum. Outros sintomas são tosse, asma, insônia, azia e pele ressecada. Além disso, embora o alívio da TPM seja um dos benefícios do açafrão, dele pode também resultar em cólicas menstruais para algumas.

Dosagem

A dosagem recomendada no tratamento de depressão leve a moderada e da síndrome pré-menstrual é de 30mg diárias divididas em duas doses. Já a melhora na capacidade antioxidante foi demonstrada em pacientes com doença da artéria coronária utilizando extrato de açafrão de 50mg duas vezes ao dia.

Doses de 1,5g diárias são ainda consideradas seguras. Efeitos tóxicos foram registrados em dosagens de 5g. A quantidade de 20g já é considerada letal e 10g, abortiva.

Sobre a Dra. Patricia Leite

Dra. Patricia é Nutricionista - CRN-RJ 0510146-5. Ela é uma das mais conceituadas profissionais do país, sendo referência profissional em sua área e autora de artigos e vídeos de grande sucesso e reconhecimento. Tem pós-graduação em Nutrição pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, é especialista em Nutrição Esportiva pela Universidad Miguel de Cervantes (Espanha) e é também membro da International Society of Sports Nutrition. É ainda a nutricionista com mais inscritos no YouTube em português. A Dra. Patricia Leite é a revisora geral de todo conteúdo desenvolvido pela equipe de redatores especializados do Mundo Boa Forma.

https://www.mundoboaforma.com.br/10-beneficios-do-acafrao-para-que-serve-e-propriedades/

10. Açúcar: veneno para o cérebro

Endocrinologista explica os malefícios de alimentos com açúcar, que podem afetar função cognitiva e humor

O efeito negativo do açúcar no corpo, como diabetes e obesidade, é conhecido por muitas pessoas. O que muitos não sabem é que alimentos com açúcar, encontrado em balas, refrigerantes, doces e pães, trazem efeitos negativos também ao cérebro, impactando diretamente no humor, na função cognitiva e até na sensação de bem-estar psicológico.

Açúcar = drogas

De acordo com uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade de Queensland, na Austrália, foi comprovado que os efeitos do açúcar no cérebro são parecidos, quando consumido em excesso, com aqueles provocados pelo consumo de drogas, como a cocaína. Com a pesquisa e testes feitos em ratos, foi comprovado que o açúcar induz as mesmas respostas na região do cérebro conhecida como "centro de recompensa", como a nicotina, cocaína, heroína e álcool. O produto estimula a liberação de neurotransmissores - dopamina em particular.

O endocrinologista da Estância do Lago - Spa & Wellness, Fabiano Lago, aponta que um dos efeitos do excesso de açúcar no cérebro é a alteração do humor. “Com a ingestão de açúcar exagerada e a longo prazo, ficamos refém dele por conta da liberação de serotonina (conhecido como o hormônio do bem-estar). Por isso, afirmamos que o termo “chocólatra” é verdadeiro. Quando as pessoas eliminam o açúcar, é comum sentirem sintomas desagradáveis como dor de cabeça, ansiedade e queda de pressão, parecido com uma abstinência de drogas”, explica o endocrinologista.

Diabetes: "Estão consumindo mais açúcar..."

Dados recentes dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla americana) apontam que nunca tiveram tantos casos de pré-diabetes e diabetes tipo 2 nos Estados Unidos. “Diversos números mostram que as pessoas estão consumindo mais açúcar, devido à indústria alimentícia. Os resultados dessa alimentação descontrolada estão na saúde das pessoas. Precisamos reverter esse quadro”, diz o endocrinologista.

Jornalismo

INfluxo
Ivo Santos Cardoso
Ivo Santos Cardoso Seguir

Jornalista, escritor, divulgador da medicina preventiva e modo de vida natural

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