A balada "Vencer Dói” faz um paralelo com “Poema”, música famosa na voz de Ney Matogrosso, para refletir sobre a violenta transição que é o fim da adolescência e o início da vida adulta.
LETRA:
Coração ao lado do corpo
Num esquife de vidro
O mesmo de quando eu era garoto
No meio dos meninos
Que coisa “morna e ingênua” é essa, Ney
Que se perde no caminho?
De tanto que a gente requenta um não sei
Estranho é estar no ninho
E se for? E se for?
Deito e fico olhando bater
Latejante frenético
Que morra de claustrofobia ali dentro
Continuo cético
Que “infinito sem passado” é esse, Ney
Que se projeta do escuro?
Eu sinto, ouço, rio, toco e temo
Calar o futuro
E se for? E se for?
(Vencer dói)
Meu coração triunfa nas arenas
(Vencer dói)
Mas vencer também é dilema
Não volto a ser inteiro
Se de mim me arranco, carniceiro
(Vencer dói)
Meu coração triunfa nas arenas
(Vencer dói)
Mas vencer também é dilema
Não volto a ser inteiro
Se de mim me arranco, carniceiro
Vieram todos, por fim, uns cem
E não pôde mais domá-lo enfim, ninguém
Enfim, ninguém
FICHA TÉCNICA:
Composição e Vocais: Lean Braga | Produção Musical e Arranjo: Guilherme de Menezes | Mixagem e Masterização: Sérgio Filho | Edição de Áudio: Wagner Monaco | Preparação Vocal: Doriana Mendes | Sintetizadores: Guilherme de Menezes | Baixo: Guilherme Ashton | Design Gráfico e Concepção Visual: Ton Zaranza | Fotografia e Concepção Visual: Rodrigo Pinheiro | 2021