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Uma pequena história sobre mim

Uma pequena história sobre mim
Hugo Alves
nov. 9 - 3 min de leitura
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Olá, me chamo Hugo Alves Dantas dos Santos. Morador do Bairro Jardim Keralux; São Paulo, Sp. E, venho nesse breve texto contar como sobrevivemos a essa Pandemia.
 Mas, antes de tudo, quero dar minhas memorias a o amor da minha vida, meu pai, João Bosco Dantas dos Santos, que nos deixou nesse ano. Ele sempre será um exemplo de ser humano, e o meu eterno Herói. 
 Sou adotado. E, em minha história de vida houveram diversos momentos de altos e baixos. Mas o principal, e mais feliz de todos eles foi quando um parente da minha atual mãe, Maria de Fátima, disse ao casal que queria ter um filho que uma mulher, minha mãe biológica, estava dando um menino a alguém, pois ela já tinha um que foi fruto de uma relação saudável, mas que acabou pois seu parceiro havia morrido. E que esse segundo filho, eu, sou fruto de uma relação abusiva, em que o homem que engravidou ela, meu pai biológico, havia se relacionado com ela e a largado após descobrir que ela estava grávida. Então, após poucos dias de nascido, eu fui para uma família humilde, mas amorosa e atenciosa.
 Nela eu tive experiências que marcaram a minha vida; como por exemplo quando viajamos ao nordeste para visitar nossos parentes distantes. Quando conseguimos construir uma casa pra chamar de nossa. Quando meu pai venceu seu primeiro câncer de laringe. Quando, aos poucos, eu fui me recuperando de um atropelamento que quase me matou. Ou quando meu pai me levava para escola, me dava um beijinho na cabeça antes de dormir.  brincava para eu e minha mãe darmos risadas, mesmo quando existiam tantos motivos para chora..
 Esse ano meu pai não resistiu a um erro médico ocorrido durante o tratamento dele, após o câncer reaparecer em sua mandíbula. Mas nós vivemos momentos juntos muito felizes nesses meus 23 anos. Guardamos apenas as lembranças felizes dele.
 Os amigos que fizemos no bairro foram fundamentais para nós não cairmos em depressão. Ainda mais por que estamos em um momento de isolamento social. Mas, mesmo assim, eles não deixaram de mandar mensagens, de ligar para saber como estávamos, de passar na nossa rua e conversarmos, eles na calçada e nós dentro de casa. Eles nos deram um grande apoio psicológico e afetivo, algo fundamental para sobrevivermos ao isolamento social junto da perda de um ente querido. 
 E ainda hoje, por mais que tenhamos dificuldades emocionais, ou financeiras, sabemos que não estamos sozinhos. Ninguém deve pensar que está sozinho. Se você precisa, peça por ajuda, pois existem boas almas no mundo. E mesmo que elas não consigam resolver o seu problema naquele instante, elas vão ao menos te dar apoio para você se erguer e conseguir superar essa dificuldade.
 Valorize mais o próximo, pois, nós nunca sabemos quando vamos precisar de alguém, ou, se alguém vai precisar de nós, para conseguir se manter vivo.


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