[ editar artigo]

Simples assim

Simples assim

Atenciosamente consciente, pleno de si no aqui e paciente consigo mesmo no agora, depois de abandonar a morada do automatismo dos falsos e inúmeros ‘eus’ do psicológico imposto em disfunções, que o prendia a má sorte, e toda a cadeia de desejos ilusórios que se arraigaram a sua persona frágil, dualística e fragmentada, involucrada nas camadas da má educação social em traumas, ignorâncias e tormentas de pressões socioeconômicas, e, cultura provinciana pós colonial escravagista afro-ameríndia urbana… resolveu viver a simplicidade de cada momento, se autodisciplinando na recordação do SAGRADO CRIATIVO em si mesmo. Voltando as práticas primordiais sacras da Gnóstica Mística Sabedoria, na consciência voluntária da harmonia com o Infinito ‘Multiversos’ Universal, em sincera atenção consciente, espontânea, natural e plena realização. Espiritualizando a tudo que seu espírito e corpo se aplicava.

Essa morada do automatismo inconsciente em que nasceu, em que os diversos ‘eus’ autônomos de si fora criado com alusões em imagens e referências ilusórias do patriótico patriarcado cidadão comum, reagindo sem controle e se movendo mecanicamente com brutalidade, de maneira especial, nos hábitos e costumes ligados a falsa e excêntrica personalidade doentia… era a família… a comunidade… a civilização… o conflito. Era definitivamente o seu mundo, sempre e constantemente envolto as novas formas de opressão, ignorância e escravidão cultural, social e ambiental que impera na moderna e industrial, tecnológica e agora virtual sociedade global de personalidades físicas e personificações jurídicas capitalistas.

Essa moderna morada arcaica filosofal da intelectualidade humana, com: sua fundação e pilar base colonial Renascentista; paredes erguidas com pesados tijolos e argamassa do escravagista Barroco; teto com lumes dourados do político ditador Iluminismo; piso de ladrilhos cerâmicos do clero ortodoxo Cartesiano; janelas e portas com brancos e alvos cortinados do industrial corporativo Epistemológico; varanda adornada com flores pretas e brancas do Dualismo mente-corpo… Fora a sua miserável habitação inconsciente de todos esses anos, em que os variados ‘eus’ do psicológico cresceram. Tornando no CENTRO MOTOR, o produto do meio.

Entretanto, graças a um terrível e belo acidente, chamas pandêmicas ardentes e apelativas inflamaram o ambiente em que se encontrava a sua antiga morada, almejando incendiar a casa que às pressas fora abandonada pelo aglomerado de ‘eus’ do psicológico, para provocar o agora indigente CRIATIVO. O dualístico antigo morador, separado em si mesmo, sentiu que parte de si olhara para traz, porém, o pequeno e temeroso, agregados, ‘eu’ psicológico estava atrelado agora ao GRANDE EU SUPREMO, e subordinado à sua SANTA EDUCAÇÃO. Assim, o CRIATIVO trabalhava em si mesmo, como o Ancião e a Criança amargurada que abandonara a velha casa em perigo de chamas para viver sem lar, e assim, juntos em uma só trilha caminhar.

Apesar de seus lados e extremos opostos na totalidade do seu DIVINO SER, pela subordinação do pequeno ao GRANDE, a harmonia imperava no CRIATIVO, pois ambos se tornavam funcionais e, por assim completo, movimentando o caminho circular perfeito da GRANDE ESPIRAL.

Para o pequeno tudo era visto como GRANDE.

Para o GRANDE tudo se tornou pequeno.

Ao lado do Ancião a Criança em sua jornada se ponderava em sua fome e sede das coisas do viver.

Ao lado da Criança o Ancião ia pela estrada encarando com alegria jovial os inúmeros desafios do trilhar.

Dualístico em si mesmo, movimentado e espiralado, o SER CRIATIVO se criava.

O mesmo cajado que sustentava no chão o Ancião, riscava a areia educando no chão a Criança.

Sendo o chão que fazia da vara cajado.

Sendo a vara que fazia do chão quadro.

E ambos, todo conjunto, o pequeno e o GRANDE, o Ancião e a Criança na SANTA EDUCAÇÃO se sustentavam. E GRANDE e pequeno, Criança e Ancião não existiam mais… Tornou-se o movimento da GRANDE ESPIRAL.

Não foi tarefa fácil querer se conhecer, pois viu o fraco de si… feio… esquisito… tenebroso… maldoso. Mesmo que não se manifestassem… eles estavam lá. Esperando o momento propício para se manifestarem e assumirem o controle do ‘eu’ psicológico… o pequeno fraco ‘eu’ (que na verdade era múltiplos)… a criança abandonada. Ao se ver no corredor interno da sua mente culturalizada em falsas e destrutivas manipulações da existência verdadeira, cercado de portas nos extremos opostos da realidade fantasiosa em alienada ilusão… teve medo! Mas, curioso queria saber realmente o que havia dentro de si. Porém, o ESPÍRITO o tomara. E compreendeu que sendo a síntese de toda existência como CRIATURA, o bem e o mal habitavam dentro de si… ora disputando… ora harmonizando… ora equilibrando… ora guerreando. Vendo o mundo dentro de si e o caos à sua volta, percebeu que a bagunça era maior do que imaginava, e que a vida real é ainda mais surpreendente do que qualquer novela, ficção, ou roteiro televisionado. Todavia, as forças obscuras que manipulam o invisível não queriam perder mais um gerador de deliciosos sentimentos e doces emoções… e resolveram acionar os agregados ‘eus’, meticulosamente implantados em sua psique neurobiologicamente cerebral orgânica. Vira e enfrentara, convivera e educara cada ‘eu’. E cada ‘eu’ acionado pelo obscuro viveu, sofreu, enfrentou, caiu, levantou e, se auto educou a educar cada ‘eu’. E cada ‘eu’ se tornou um escravo aplicativo de si mesmo, para executar uma determinada função de aprendizado, e ao final ser deletado.

— Há de se perder toda e qualquer identificação, parentesco, amor e ódio com todos os acontecimentos ilusórios, traumáticos, pecaminosos, inferiores e tudo que for mentira, e toda negatividade decadente de nossas vidas. — gritou bem alto de sua janela.

Seus ‘eus’ psicológicos eram heranças dessa vida e de outras vidas… vivenciando a educação ignorante no falar, pensar e agir… produto da aberrante arrogância do mal comportamento social e cultural enraizado no trauma familiar. Programado na tendência inconsciente de imitar automaticamente o orgânico animal intelectual bestializado a sua frente, em falsas manipulatórias impressões motoras e virtuais formadoras de ignorantes opiniões.

Percebeu-se em um derrame de energia ao colocar sua valorosa FORÇA, — a atenção — , nos jogos, prazeres da carne e entretenimentos. Vampiros de energia vital… sugadores de existência… formadores de ignorantes… roedores de cérebros… hipnose do mal. E viu que tudo o que dava atenção, iluminava e manifestava vida. E, parou de jogar pérolas aos porcos… e de fazer com que o seu sal perdesse o sabor. Dedicou-se por inteiro a SANTA EDUCAÇÃO.

Agora dominando todos os seus sentidos, não mais gerando alimentos sentimentais para seus ‘eus’ psicológicos, demônios aplicativos escravos de si mesmo. Fechando a torneira da tolice… da tagarelice… do gritar e da organicidade de todas as suas ações involuntárias. Amando a vida em todas as suas manifestações, e trabalhando para bem-comum de todas as criaturas orgânicas e inorgânicas da existência. Com toda dificuldade a ele apresentada, em sua carne e espírito, almejava alcançar o SAGRADO IMANIFESTO que a tudo manifestava.

Com a plena atenção consciente, cheio de si e paciente, fixo completamente no SAGRADO SUPERIOR, servindo ao IMANIFESTO CRIATIVO, com amor e fé inquebrantável, espiritualizou-se!

Assim, a SUBLIME VITÓRIA pela sua paciente perseverança no CRIATIVO originou das profundezas primordiais do seu verdadeiro SER. O CRIATIVO o remodelou de corpo e alma especificando a sua VERDADEIRA NATUREZA, em concordância perene com a GRANDE HARMONIA.

E assim, disse não as consequências cármicas do seu nascimento. E sim! A sua conduta correta de pensar, falar e agir, atuar, interagir e existir. Domou-se pela verdade se afastando de tudo que era mentira. Guiou-se no amor se afastando da ira. E com toda sua consciência, em sua solidão visionaria, desconfiando dos espíritos enganosos deste mundo, ultrapassou os limites étnicos culturais, acadêmicos, socioeconômicos e classistas a ele imposto, nessa tela de valores virtuais, voltando-se para simples prática real do plantar e colher, amar, dançar, brincar, cantar, escrever e viver.

INfluxo
Jp Santsil
Jp Santsil Seguir

Onde me manifesto… sou como o entardecer, onde o vento passa ao silêncio da morte e as árvores vibram ao ver passar. Se não me manifesto… no nada tudo serei.

Ler conteúdo completo
Indicados para você