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Se eu soubesse que seria assim...

Se eu soubesse que seria assim...

 

Se eu soubesse que seria confinada em meu próprio lar, teria construído nele uma piscina, teria gramado todo o quintal, para que as crianças ficassem mais à vontade. Teria contratado uma babá 
sem filhos e que morasse em casa, para ajudar com as crianças. 


Teria aproveitado mais as caminhadas, respirado mais ao ar livre. 


Teria sorrido mais e agradecido a cada gota de chuva que respingou dos carros quando passeava na rua. 


Teria rezado mais e agradecido mais por todas as graças 
alcançadas. 


Mais afinal de contas, o que está havendo? Estou confinada ou estou paralisada? Não vivi todas estas coisas antes? Não aproveitei todos os minutos enquanto realizada cada atividade? Percebo que cumpri 
tarefas, e muitas delas, deixei passar momentos únicos com minha família e com as pessoas que estiveram ao meu redor. Deixei de observar a beleza de uma folha caindo e um pássaro voando. 


“O tempo passou por mim e sequer o vi passar”. 


Na primeira semana confinada, suei frio, senti indigestão, senti 
palpitação, tremia de forma inexplicável e estava frustrada por minhas metas terem sido interrompidas por algo que sequer consigo ver, mais ainda achava que estava bem. 


Depois de participar do grupo de apoio com os psicólogos da Clínica Plenamente, identifiquei que era uma fase de estresse, estava 
ansiosa, assustada diante do que estaria por vir e que deveria fazer uma escolha, prezar por mim e pelos meus familiares,  proporcionando a todos, a melhor experiência dentro de casa.  

A partir de então, comecei a me dedicar a estar bela todos os dias, alimentar com saúde, confesso que atividade física tem sido um  fracasso, mais estou cultivando meus pneuzinhos para trabalhar pós pandemia. Algo tem que ficar para depois não é verdade! 

Depois disto, identifiquei oportunidades de qualificação, master mind, e a chave virou. Quando faço isto? Depois que as crianças dormem,  se não estiver cansada, claro! 

Ou seja, não é uma receita pronta, foi e está sendo uma experimentação que, a cada dia se renova, tem seus altos e baixos  enquanto a incerteza perdura, mais me sinto sólida nos pensamentos de perseverança e empatia. 

Aprendi com a Maria Alice, tão doce e meiga, que a vida é simples.

E negá-la e uma imprudência. Dei valor às pequenas coisas, faço o bem, sem olhar a quem, e o mundo vai conspirar a meu favor.  

O bem atrai o bem, e por isto, estou compartilhando com vocês minha experiência de quarentena.  

Minha gratidão a todos que partilharam suas experiências e respeito a todos vocês que buscaram o caminho certo para esta  transformação de vida.  

Atenciosamente,

Juliana Silva

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