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Para Depois

Para Depois

O mundo pós-pandemia

terá imunidade à apatia

e gozará a plenitude da vida

com comprometida alegria,

fará totalmente novo cada dia

que, antes, apenas se repetia

e, então, será inédita alquimia

a tornar a espera feita de agonia

em plano que já não se adia,

a separação que distancia

no abraço que nos aninha,

o contato tornado fobia

no enlace que aproxima,

a máscara que asfixia

em um suspiro de anistia,

cada afastada pessoa amiga

ausente na comemoração baldia

em gente para a festa da confraria,

o egoismo que corroía

em solidária cidadania,

a ameaça da morte temida

em esperança bendita,

o mito da cloroquina

em cura pela vacina,

a paralisação da vida

em vívida biografia,

o sentimento de claustrofobia

em espaço que se amplia,

a carência que se sentia

em reconfortante carícia,

a carta do suicida

em convite para o novo dia,

o que há de melhor na vida

em versos de poesia!

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