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O Grito Palestino Perante o Genocídio

O Grito Palestino Perante o Genocídio
Dennis De Oliveira Santos
mar. 3 - 4 min de leitura
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Em dias onde prevalece uma paz ensurdecedora nas movimentadas ruas da Alemanha e no seio da alienada sociedade estadunidense, uma realidade paralela se desenrola, distante dos olhos e corações daqueles envoltos em sua ignorante tranquilidade. Esta paz ilusória mascara atrocidades silenciadas, uma violência escondida que não perturba o sono daqueles afastados das zonas de conflito. Não há líderes de Estado promovendo massacres visíveis a esses olhares distantes, não há assassinatos de civis que ecoem por suas avenidas, nem bebês perdendo a vida por falta de oxigênio em hospitais.


Não, as armas yankees não são vendidas em seus mercados para despedaçar vidas inocentes. As crianças de suas terras não precisam buscar alimentos em rações destinadas a animais, e suas escolas permanecem intactas, longe dos escombros que assolam faculdades em territórios esquecidos pelo "progresso civilizatório". Em suas ruas, não se veem soldados reprimindo jovens com brutalidade, nem jornais que silenciam massacres, pintando agressores como vítimas indefesas. Caminhões de ajuda humanitária não são bombardeados em suas tentativas de trazer alívio aos necessitados.


Mas na periferia do capitalismo, onde os indesejados pelas potências globais choram, a realidade é uma narrativa de apocalipse das atrocidades. É o cenário de Gaza que revela a face mais cruel do colonialismo, do apartheid, do genocídio - um legado de barbárie e opressão imposto pelo Estado de Israel, desafiando a legitimidade da resistência palestina.


Essa realidade é um reflexo do estágio mais alto do capitalismo, onde a exportação de capital e a busca por novas formas de dominação conduzem as nações imperialistas a perpetuar a exploração sobre territórios menos desenvolvidos economicamente. O conflito Israel-Palestina, nesse contexto, se insere como um exemplo contemporâneo da luta anticolonial, onde o imperialismo manifesta-se não apenas na exploração econômica, mas também na usurpação territorial e na opressão de um povo.


O Estado de Israel se estrutura em ações discriminatórias como motor do atual conflito. Baseado na ideia de defesa nacional, ele massacra o povo palestino através de uma forte ação de extermínio. E dentro dessa situação nem se abre a possibilidade de ver o outro como portador de direitos básicos – apenas a ideia de que deve ser eliminado em nome da supremacia nacional e de controle territorial. Se desumaniza os povos palestinos, definem se eles devem morrer ou não para garantir acima de tudo a dominação política de Israel na questão da Palestina.


A resistência palestina, portanto, emerge como um clamor por liberdade diante da opressão. Assim como o escravo africano lutou contra seu colonizador europeu, os indígenas contra os invasores de suas terras e os proletários na revolução contra a tirania czarista, a luta do povo palestino por autodeterminação é uma resposta legítima ao colonialismo sionista que invade suas terras, desaloja famílias, e perpetra violências inimagináveis contra sua gente. E mais do que isso, Netanyahu provoca sim um genocídio ao exterminar mais de trinta mil pessoas como na cena onde pessoas buscam ajuda humanitária e são mortas como se fossem baratas por armas israelenses.


Enquanto a mídia tenta confinar a opinião pública na cela da ignorância, transformando agressores em vítimas angelicais, e enquanto o Ocidente convenientemente fecha os olhos para as injustiças perpetradas, a resistência palestina mantém-se firme. Ela é a expressão de um povo que, mesmo diante da adversidade, busca incansavelmente o caminho para sua liberdade e dignidade.


É, portanto, uma resistência legítima, um grito por justiça que desafia as narrativas imperialistas e reivindica o direito inalienável de um povo de determinar seu próprio destino. Por isso me junto as vozes de várias partes do mundo para denunciar o genocídio do povo palestino e afirmar sem medo que o governo israelense é nazista - se tornou aquilo que um dia odiou... De perseguido se tornou perseguidor, de vítima em campos de concentração se fez um novo Hitler a imolar cruelmente centenas de vidas humanas. Os descendentes das câmaras de gás hoje assassinam com requintes de crueldade o povo da Faixa de Gaza.


03.03.2024




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