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O Genocídio Implantado pelos Animais

O Genocídio Implantado pelos Animais
Dennis De Oliveira Santos
fev. 3 - 2 min de leitura
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Em tempos sombrios, quando a esperança parece se esvair pelas frestas da injustiça e da indiferença, assistimos, não sem um misto de horror e descrença, ao desenrolar de uma tragédia humanitária sem precedentes. Sob a sombra pútrida do poder, criaturas estranhas – mais aptas a figurar em um bestiário medieval do que nas páginas de nossa história recente – tomam o palco central do poder, relativizando um genocídio em curso.

Esses seres transformam a morte de inocentes em meros números, uma estatística fria que parece não lhes tocar a pele ou abalar suas convicções. Encarcerados em suas gaiolas de vaidades, adornadas com as plumas do privilégio, contemplam o mundo de cima, isolados pelo silêncio cúmplice e pela inércia nauseante.

A cena se desenrola enquanto a falta de vacinas e oxigênio sufoca a vida de centenas de pessoas, um reflexo cruel da negligência e do descaso que pavimentam a rua da cumplicidade. Mais de duzentos mil alvejados pela morte, um número que parece não saciar a fome insaciável dos negacionistas da ciência, dos abutres moralistas, dos lobos disfarçados em pele de cordeiro evangélico e das hienas que rondam os corredores empresariais em busca de mais uma presa.

Neste zoológico grotesco, o país se transforma em uma terra ensopada pelo sangue dos inocentes, enquanto a covid-19 avança, desenhando um rastro de desigualdade, desemprego, e dor entre os mais vulneráveis. Déspotas travestidos de democratas orquestram este mar sangrento de desolação, assistindo impassíveis ao desmoronar de famílias, ao aumento de enfermos, à mendicância infantil e ao luto de pais que enterram seus filhos, cenas dignas de um indescritível mundo apocalíptico.

Diante dessa realidade macabra, uma pergunta se impõe: onde está a força capaz de deter essa maré de insanidade? A covid, como um espectro, invade o corpo coletivo, mas encontra um organismo debilitado, privado de reação efetiva contra os verdadeiros genocidas que, do alto de sua arrogância, continuam a ditar os rumos de nossa existência. Enquanto isso, a roda viva da indiferença continua a girar, deixando atrás de si um rastro de destruição e desesperança.

19.09.2021


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