[ editar artigo]

Não desista do seu jardim

Não desista do seu jardim

Da janela da minha alma

avistava meu jardim,

nele não era depositada mais confiança,

as palavras ouvidas sobre ele

eram de desânimo.

Evitava  falar dele,

com o coração resignado,

já havia desistido.

Pensava que aquela terra

não era fértil.

Solo árido, ali não seria capaz

de nascer a mais singela flor.

Borboletas, libélulas, abelhas...

nem o visitariam,

nem trariam a felicidade

que eu queria

para o meu viver.

O mal como uma erva daninha surge

e ao mesmo tempo,

eis que no jardim esquecido

a semente germinou,

um sinal para não se perder a fé.

Regada com muita amor

ela cresceu forte

e o meu jardim se alegrou.

Em meio a tantas despedidas...

Meu jardim hoje,

celebra a vida

e nos olhos de uma criança

cultiva a esperança.

 

 

 

INfluxo
Aderine Moutinho de Paula
Aderine Moutinho de Paula Seguir

Mãe do Rael, professora de língua portuguesa e literatura, apaixonada por palavras e aventureira no mundo da escrita.

Ler conteúdo completo
Indicados para você