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Mulher, fala que eu te ESCUTO! A sororidade e tempos de pandemia.

Mulher, fala que eu te ESCUTO! A sororidade e tempos de pandemia.

O mundo "parou", para que pudéssemos também parar e refletir. O medo da doença e o medo da morte nos proporcionou repensar nossa trajetória e valorizar os detalhes da vida; sermos mais gratos, solidários a enxergar possibilidades onde antes não tínhamos tempo para ver e perceber.

Como mulher e mãe solo, no isolamento social, sem trabalho registrado e tantas feridas ainda não cicatrizadas fez com que, minha história passasse como um filme de lembranças na mente... Lutei tanto e aqui estou! Chorei diversas vezes e por um instante os desafios obscureceram meus sonhos e alegria pela vida, mas... AQUI ESTOU! Será então que tantas outras mulheres também não se sentem assim? Será que a dor tem as consumido também? E se eu puder ajudá-las de alguma maneira? Ah mulher, fala... Por favor, fala! Coloca para fora essa angústia que te pesa, esse emaranhado de pensamentos que te atordoam... Vomita essa toxidade que são as circunstâncias que te prende...

Descobri então, o verdadeiro significado da palavra: SORORIDADE. Por vezes estive em cacos, estilhaçados e com meus resquícios de forças tentei colar-me, mal sabendo eu na minha inteira ingenuidade (ou ignorância) que a única cola capaz de remendar-me era abrir mão da minha própria solidão e dores para lançar-me por inteiro a ofertar ânimo para estas irmãs, que também necessitam de um aconchego, uma conversa amiga, de fortaleza e apoio em seus sonhos. Todas estas mulheres para as quais digo: “Você pode muito mais."; me curaram, me animaram, me fazem vibrar na mais pura alegria e felicidade quando percebo suas evoluções e coragem para continuar. Sim, IRMÃS! O verdadeiro significado da palavra sonoridade e é tão lindo quando vivemos de fato.

A pandemia forçadamente separou nossos corpos, cortando nossos abraços, eliminando os encontros de finais de semana, mas, em contra partida reaproximou nossos corações recendendo fervorosamente uma chama que estava um pouco enfraquecida: a nossa capacidade de empatia. E quando olhamos o mundo também pela ótica do outro a magia acontece. O bem acontece. A nossa humanidade revive.

Percebemos então que não existe competição. É o melhor momento para abrirmos mão de velhos hábitos e buscar novas formas de nos desenvolvermos, desenvolvimento esse que somente é possível com a nossa capacidade de empatia e altruísmo. A minha forma de me desenvolver e ajudar foi me disponibilizando a ouvir nossas irmãs, através do projeto virtual "Mulher, fala que eu te escuto!", e para cada mulher erguida, fortalecida, e reanimada a minha caixinha da felicidade aumenta e percebo que em mim não há mais espaço para dores do passado. Tudo se faz novo.

Por mim e por todas as mulheres/irmãs: SORORIDADE!

Ubuntu!

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