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Minhas guerras

Minhas guerras

Dois mil e vinte começou cheio de esperança, passei em uma faculdade pública e fui morar sozinha em outro estado. Criei expectativas para a minha nova jornada, duas semanas após me matricular e estar vivenciando algo diferente fui obrigada a voltar para minha cidade e ficar em quarentena. Ninguém conseguia entender o que estava acontecendo, pessoas que sempre tiveram respostas apenas permaneceram no silêncio em meio ao caos surgiram inúmeras notícias falsas.

Agora não importa se você é conhecido ou se tem muito dinheiro a dor consome o pobre e o rico em simultâneo. Pessoas passaram a ser apenas números diante dos jornais, o medo de não ter condições de colocar o alimento na mesa invadiu as casas de milhares de brasileiros. A única coisa que não me abandonou em todo o tempo foi a fé, uma hora as coisas começariam a melhorar, tudo voltaria ao normal. Passaram meses e logo a faculdade deu a resposta voltaríamos a estudar, tudo foi muito confuso no começo parecia que não iriamos dar conta, porém, vencemos chegamos até aqui. Chegou a época mais bonita do ano, o natal onde a esperança parece ser reacendia.

Estamos em um longo processo de aprendizado, a vida sempre pregando suas peças. Nós mostrando que nem sempre estamos no comando. Reaprendemos a conviver em sociedade, passamos mais tempo conosco mesmos se redescobrindo. A guerra é infinita, as lutas são diárias, porém, desistir não é uma opção.

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