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Lições Políticas Aprendidas com o Coronavírus (parte2)

Lições Políticas Aprendidas com o Coronavírus (parte2)
Dennis De Oliveira Santos
abr. 23 - 3 min de leitura
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Diante dos apocalípticos números da pandemia é hora de colocar em quarentena por tempo indeterminado as ideias econômicas da escola austríaca, passar álcool em gel por cima do sonhos teóricos de Adam Smith e reforçar o papel do Estado em suas políticas públicas no combate ao coronavírus. Então sugiro rapidamente algumas medidas para a situação de calamidade mundial.


1) É notório que diante do alargamento da doença a economia mundial está em colapso – não me refiro as bolsas de valores e sim à situação da classe operária. São milhares de famílias que ficarão sem renda alguma porque dependem do próprio negócio ou são vendedores ambulantes. O que fazer diante da situação? Uma importante medida é que o Estado desenvolva um programa emergencial que ofereça renda mensal para o sustento dessas pessoas. Além de reforçar o papel estatal no atendimento hospitalar é de crucial importância que o aparato governamental dê o mínimo de segurança econômica aos que estão reféns financeiramente da situação. A suspensão de tarifas de água e luz aos mais humildes também são efetivas ações nesse sentido. Enquanto isso, infelizmente, o receituário neoliberal faz com que um chefe de Estado abra a possibilidade para que o patronato diminua o salário dos trabalhadores – uma ação de lesa pátria e que piora a situação vivida por todos.


2) O questionamento básico diante dessa ação é: qual seria a fonte financeira para manter essa política? A solução estaria na taxação de grandes fortunas. Dados socioeconômicos demonstram que no Brasil os bilionários acumulam mais de R$ 1,2 trilhão de reais (também possuem quase a metade de riqueza no país), mas que pagam proporcionalmente menos impostos que a classe média e os mais pobres. Então é hora de taxar grandes lucros empresariais, criar impostos sobre jatinhos e barcos milionários (acreditem, são isentos de impostos como o Ipva para classe média) para que com isso gere renda para socorrer os mais humildes. Os economistas que estudam o tema alegam que os cofres públicos poderiam recolher 116 bilhões de reais do 1% das famílias mais ricas.


3) E como ficam as pessoas que residem em locais isolados, como o caso das populações ribeirinhas em municípios no Amazonas que ficam horas em barcos para chegarem às cidades com recursos? Para não ficarem desassistidas é necessário a criação de centros públicos nessas áreas para a distribuição de alimentos e prestação de serviços médicos.


4) Medidas no campo trabalhista e na saúde tais como a estabilidade no emprego sem redução salarial, a ampliação do seguro desemprego, o reforço em programas sociais como o Bolsa Família, um maior incentivo nas pesquisas entorno do combate a pandemia e aumento dos leitos hospitalares são cruciais diante da crise. A gravidade da situação nos obriga a pensar na vida humana acima dos lucros.


23.03.2020


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