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Eu senti raiva no começo e depois passou (1)

Eu senti raiva no começo e depois passou (1)

 

 

Eu nem queria muita atenção de você, queria só umas horas, rapidinhas, pra finalizar a noite com a consciência melhor fazendo você feliz. O dia havia sido apenas um amontoado de coisas erradas com coisas improdutivas e eu queria acabar com isso tudo, ficar exausta, deitar na cama, respirar fundo e acabar a noite com você do lado esquerdo da cama.

 Minha mente me culpava, desde a primeira mensagem, jogando na minha cara que eu estava te usando, me deixando ser usada, entrando ferozmente no mundo líquido de Bauman (todos entram uma hora). É, eu entrei, to até o pescoço nessa liquidez. Ocorre que é mais fácil assim, você vir, a gente sorri um pro outro, fala umas palavras genéricas sobre o genérico e se encosta, se toca, se sente um pouco mais amado e querido. Sonha junto, fala besteira, sente o bastante.

Sabe o que é, eu meio que cansei de esperar o amor e ficar sozinha durante esse percurso. Por que é que eu tenho que esperar algo? Não to com tempo para esperar o tempo certo chegar. A vida é agora.

 Como as escolhas que eu faço são complicadas, o mundo diverso e o tempo curto, eu decidi que agora eu vou me divertir com pessoas “aleatórias” (existe o aleatório?), trocar umas ideias, jogar uns papos fora e viver essas experiências. Olhar umas vidas, cativar outros mundos, observar outras vivências. É algo antropológico, com um “q” de sociologia.

INfluxo
Ana Carolina Neto Rodrigues
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Mineira, barbacenense, louca. Poeta, advogada, escritora, dona de brechó, empreendedora. Feliz, confiante, corajosa, arteira e serelepe. Ando sorrindo, ando cantando, busco a felicidade nos mais simples detalhes do dia a dia. Eu sou real.

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