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E...o amanhã?

O que será que será? 

Depois que tudo isso passar, depois que estivermos todos vacinados, depois que o isolamento se transformar em uma centelha de memória. O que será de nós?

Tenho certeza que teremos sequelas, alguns terão muitas, outros nem tantas. Mas ileso ninguém sairá. Porque a pandemia, talvez sindemia segundo alguns estudos recentes, nunca é só doença, nunca aparece desacompanhada. 

Ela trouxe tudo, forçou-nos a enxergar aquilo que fingíamos não ver e não saber. Aquilo que estava velado e entranhado na sociedade. Na gente. Aquilo tudo que trazia à tona a farsa que é a bolha colorida que nós criamos acerca da nossa realidade. Jogou tudo na nossa cara, fez-nos sair da zona de conforto para enxergar o desconforto do próximo.

Fez-nos mergulhar profundamente em nós mesmo e descobrir que não somos exatamente como idealizamos e nunca seremos. Fez-nos descobrir que somos humanos e frágeis e que qualquer vento mais forte pode nos desestabilizar.

Fez-nos aprender que o amanhã é precioso, mas o hoje é mil vezes mais, porque ele é palpável, certo, concreto e que é ele quem determina o futuro. É o que plantamos hoje que, talvez, colheremos amanhã.

Confesso que tenho esperança e medo, ansiedade e certeza do meu, do nosso amanhã...

E você? O que espera do amanhã? O quanto se regou hoje?

INfluxo
Daiane Roberta Lara de Andrade
Daiane Roberta Lara de Andrade Seguir

Mulher. Preta. Estudante de Direito. Amante da Leitura. Pseudoescritora.

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