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DIA DA SAUDADE – TOCA RAUL

DIA DA SAUDADE – TOCA RAUL
Cassiano Ricardo Martines Bovo
ago. 24 - 3 min de leitura
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As ruas estão cheias dessa gente chata e absurda
que faz do notório a sua única ambição
movidos a dinheiro, óleo, álcool, diesel e gasolina
cumprindo mais um dia sua estúpida missão
(“Eu não tô nem aí”, Raul Seixas).

 

21 de agosto, como acontece há 34 anos, se comemorou o Dia da Saudade. Triste dia porque foi quando o nosso querido Raulzito nos deixou. Na 34ª Passeata Raul Seixista/SP algumas camisetas carregavam os seguintes dizeres: “Hoje é segunda feira e decretamos feriado!”. O maluco beleza merece, não é? Ainda mais em dias tão reacionários como os de hoje....

Antes das 14 horas já havia muita gente tomando as escadas na frente do Teatro Municipal. E veio num crescendo tarde adentro; todo tipo de roupa e adereços relacionados a Raul Seixas. E assim foi, e sempre na cantoria, de modo que uma vez a escadaria lotou, veio a calçada, a rua, chegando até a frente daquele prédio que um dia foi o Mappin, mais recentemente as Casas Bahia e, agora fechado, à espera de mais uma unidade do SESC.

Momento de confraternização, reencontro de pessoas curtindo o clima seixista e as letras das músicas. Se Raulzito estivesse vendo, talvez dissesse “eu vi, eu vi, eu vi....” e mais, “eu sou, eu sou, eu sou” aquele que reúne tanta gente até hoje...

Às 18 horas em ponto as adeptas e os adeptos de uma sociedade alternativa saíram em passeata e atravessaram o Viaduto do Chá.   

“Você tem dois pés

Para cruzar a ponte

Nada acabou

Não! Não! Não! (“Tente outra vez”, Raul Seixas)

E a passeata entrou pela Libero Badaró, no final contornou a Praça Ouvidor Pacheco e Silva, passou em frente ao Largo São Francisco, enveredou pela Benjamin Constant e deu de cara com a Praça da Sé.

Em quem lá já estava recepcionando os seixistas? Nada menos que o grupo IRA cantando “Feliz aniversário, envelheço na cidade”.

A música seguinte foi “Vida passageira” com toda ênfase para “Mas, meu amigo, não dá pra segurar, não dá pra segurar, não dá pra segurar, não dá pra segurar, desculpe meu amigo, mas não dá pra segurar”.

Depois veio a música que o IRA fez com o Raulzito: “Pai Nosso da Terra”.

Em seguida tocaram “Mosca na sopa”.

“E não adianta

Vir me dedetizar

Pois nem o DDT

Pode assim me exterminar

Porque você mata uma

E vem outra em meu lugar”

Ao final o Nasi agradeceu as pessoas ali presentes por existirem e disse “vocês são a mosca que inferniza os racistas, os homofóbicos e o Bolsonaro”. Evidentemente muito aplaudidos, o grupo deu vivas ao maluco beleza e se despediu.

E as muitas atrações rolaram numa lotada Praça da Sé.

 

 




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