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Chocolate. Tudo de bom, mesmo?

Ivo Santos Cardoso
mar. 31 - 5 min de leitura
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Pensamento de formiga ou vontade controlada?

Aquela vontade descontrolada de se acabar em chocolate pode ser resposta do organismo com falta de energia necessitando reposição de emergência. Assunto para o farmacêutico homeopata Jamar Tejada (Tejard), da capital paulista, que ensina como driblar essa vontade.

Uma das consequências da exaustão física e mental - tão comum em tempos de pandemia - é o cérebro pedir o consumo de doces e com a chegada da Páscoa, a tendência deste alto consumo é disparar ainda mais. Razão: açúcar é o alimento dos neurônios, as células cerebrais. E, para se manter vivo, o corpo humano precisa dessa substância. Após 5 minutos sem glicose, uma pessoa morre. E a fraqueza pode ser um sinal de alerta.

É por isso que, muitas vezes, pessoas que trabalham e usam muita energia cerebral sentem tanta falta de doces. Jamar explica que nem sempre ansiedade está ligada a isso. “Ansiedade na medida é fundamental para trabalhar, cumprir tarefas do dia e impulsionar a vida de maneira geral. Mas sozinha ela não pode ser a única culpada pelos ataques descontrolados às barras de chocolate”.

Quando o corpo pede doce...

Quando o corpo precisa de um energético imediato, pede doce, e isso pode ser sinal de falta de controle nutricional. “Quando há esse descontrole o cérebro pede glicogênio, e naturalmente quer a glicose de rápida absorção, que são os doces, por isso a vontade desse consumo aumenta. O consumo de alimentos ricos em carboidratos de alto índice glicêmico gera um pico de glicose. Se no momento em que você comeu não houve uma atividade que exigisse essa demanda de energia, seu corpo armazena em forma de gordura e pouco tempo depois, com a queda brusca de glicemia, o mecanismo da fome é ativado novamente, vira um ciclo vicioso”, explica o especialista.

Quando há resistência à insulina a vontade por açúcar vem logo depois do café, almoço ou jantar, a insulina precisa se conectar às células para fazer com que a glicose entre no sangue e dê energia. Quando as pessoas se tornam resistentes à essa ação, o ciclo é interrompido fazendo com que a glicose não as ‘reenergize’. O organismo então sente que precisa de mais energia ou de uma fonte rápida, e é quando o cérebro pede mais uma vez o açúcar e acaba-se comendo mais do que é necessário ou apela-se ao açúcar.

Driblando o problema

Uma das maneiras de se esquivar das guloseimas é através da nutrição balanceada e nutrir-se de carboidratos de baixo índice glicêmico. “Manter o equilíbrio nutricional é o que vai diminuir muito o impulso por doces em geral. Mas, antes é preciso dar atenção ao que desperta essa vontade. É preciso reabilitar o estilo de vida e rotina e rever reais necessidades. É importante interpretar onde está o problema, ninguém conhece você mais do que você mesmo”, ensina Tejard.

A realização de exames laboratoriais como glicemia é fundamental para descobrir se essa compulsão não é devida a possível diabetes, assim como exames de T3 e T4 para ver se não há disfunção na tireóide entre outros exames orientados por médico ou nutricionista.

Uso de meios naturais

Se a vontade de doce insistir, uma das alternativas naturais mais indicadas por médicos e demais profissionais de saúde é uma fruta nativa do sul da Ásia chamada Garcinia. Essa fruta possui efeito regulador do apetite e ocorre no fígado, via regulação do nível hepático de glicose, o ácido hidroxicítrico atua como barômetro nos níveis de glicose no sangue.

"A fruta é de escolha primária já que não causa os danos comuns aos supressores do apetite e que podem resultar em distúrbios psicológicos e cardiovasculares entre outros. Você pode fazer uso de spray de tintura dessa planta ou ainda tomar as cápsulas, mas sempre com orientação e indicação de um profissional de saúde", finaliza Jamar.


Sobre Jamar Tejada

Jamar Tejada é farmacêutico farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS (ULBRA), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), pós-graduado em Medicina Esportiva pela (FAPES), e em Comunicação com o Mercado pela ESPM.

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