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O Vermelho Verde Autor - Romeu Waier

O Vermelho Verde  Autor - Romeu Waier
Romeu Waier
jul. 30 - 1 min de leitura
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Do martelo se fez o mês
Da dormência o engasgo
Meus brutos cílios desligaram

Da demência se fez o encanto
Do conforto os estalidos
Minhas sinfonias foram ouvidas

Da corpórea energia se fez o show
Do tiro minha musa negra se compôs
Monjas, Migas, Mangás
Minhas mães elevadas '

Segue o elemento do corpo edificado
Da moral meus pêsames
Presume o zombar dos puros
Pai, filho, espírito santo

Cordeiros negros vestidos de chefe
Governam cheias estações de romance
Moscas cercando o diferente
Chutando os maliciosos sapos

Das mãos unificadas se faz a transformação
Medo mortifero se instala
Como a picada do inseto venenoso
O Cruzeiro de melancolia sublime escorrega entre os servos

Seu inverno traz chamas
Ardência audaciosa das crianças
Sorrisos capturados em sanguessugas
Motivando súplicas de esperanças

Amarraram as senhoras no suspiro
Do temporário sono vanguardista
Da agua benta vermelha se fez o banho
Das vassouras vestígios de sangue

Com um único grito escorregadio
Elas levitaram entre oscilações
As pragas foram concluídas
Extremismo tempo do extremo
Estaria por vir

Enquanto o corpo flutuava
Uma espuma de míticos motivos
Se fez presente
A chama dos candelabros apagou
Pupilas dilataram em escuridão

 

Fotografia- Romeu Waier




 


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